Washington - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse ontem que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, está realizando "nada menos que um massacre" em Aleppo.
Kerry afirmou em uma entrevista coletiva que os Estados Unidos estão buscando uma interrupção imediata, verificável e duradoura das hostilidades em Aleppo, e exortou a comunidade internacional a exercer pressão para avançar no processo.
MOMENTO HISTÓRICO
Já em Beirute Assad diz que reconquista de Aleppo é um momento histórico. O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse ontem ue o mundo será diferente depois do que chamou de "libertação de Aleppo", descrevendo-a como um momento histórico.
"O que está acontecendo hoje é a escrita de uma história redigida por cada cidadão sírio. A escrita não começou hoje, começou seis anos atrás, quando a crise e a guerra contra a Síria começaram", disse Assad em uma declaração em vídeo publicada na conta de Twitter da Presidência síria.
Uma operação para retirar milhares de civis e combatentes do último bastião rebelde de Aleppo teve início nesta quinta-feira, parte de um acordo de cessar-fogo que irá pôr fim a anos de combates na cidade e marcar uma grande vitória para Assad.
Falando sobre os acontecimentos em Aleppo, Assad aludiu a grandes momentos da história, como o nascimento de Jesus Cristo, as revelações ao profeta Maomé e a queda da União Soviética.
"A história não é a mesma antes e depois... acho que, depois de libertar Aleppo, iremos dizer que não somente a situação síria, mas a situação regional e internacional, é diferente", afirmou.
"Esta história que está sendo feita agora é maior do que a palavra 'parabéns'. Todos estão dizendo parabéns agora."
RETIRADA DE REBELDES
Quase 4.000 rebeldes e seus familiares começaram a ser retirados de Aleppo ontem, anunciou a televisão pública síria, ao mesmo tempo que prosseguem os preparativos da operação na segunda maior cidade da Síria.
A queda de Aleppo constitui uma grande derrota para a rebelião síria, que havia conquistado a parte leste da capital econômica do país em 2012. As tropas do governo, com o apoio da aviação russa e de milícias libanesas, iraquianas e iranianas, derrotaram os rebeldes em uma ofensiva fulminante de 30 dias, iniciada em 15 de novembro.