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Oswaldo de Oliveira é demitido do Alvinegro


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A pressão sobre o presidente Roberto de Andrade tornou-se insustentável e, ontem, o Corinthians confirmou a demissão do técnico Oswaldo de Oliveira. Os péssimos resultados neste retorno ao time que o projetou para o futebol e o turbulento momento político do clube foram determinantes para a dispensa do treinador, após somente dois meses de trabalho.

Oswaldo de Oliveira tinha contrato com o Corinthians até o fim de 2017, mas com a turbulência nos bastidores e os pedidos cada vez mais fortes para que renuncie ao cargo, Roberto de Andrade viu na demissão do técnico uma chance de apaziguar o clima. Ele era o principal defensor do treinador na alta cúpula corintiana e bancou praticamente sozinho a sua contratação em outubro. O ex-presidente Andrés Sanchez e os seus aliados, como o ex-diretor Eduardo Ferreira, que se desligou da gestão de Roberto, foram contrários à contratação.

Além da crise política, Oswaldo não conseguiu estabelecer um padrão tático e o time acumulou atuações ruins. Foi eliminado da Copa do Brasil pelo Cruzeiro e perdeu a vaga na Libertadores depois de derrota também para o time mineiro na última rodada do Campeonato Brasileiro - terminou em sétimo lugar perdendo a disputa com Atlético Paranaense e Botafogo.

Em nove partidas sob o comando de Oswaldo de Oliveira, o Corinthians somou duas vitórias, quatro empates e três derrotas, com o péssimo aproveitamento de 37,07% dos pontos. É o pior aproveitamento entre os quatro treinadores que o Corinthians teve em 2016. Além dele, Tite, Cristóvão Borges e o auxiliar Fábio Carille exerceram a função.

Curiosamente, aliás, as duas únicas vitórias de Oswaldo de Oliveira no Corinthians foram diante de equipes que seriam rebaixadas no Brasileirão: América-MG e Internacional. Foi também sob o comando do técnico que o time paulista caiu por 4 a 0 para o arquirrival São Paulo.

SUBSTITUTO

Com a confirmação da saída de Oswaldo de Oliveira, o Corinthians quer agilizar a contratação de um novo treinador para que ele participe da montagem do elenco para a próxima temporada. Entretanto, o desafio será encontrar um nome que agrade a maioria dos dirigentes. Dois candidatos aparecem com mais força no clube: Guto Ferreira e Vanderlei Luxemburgo.

Guto Ferreira é o mais cotado para assumir o cargo. Ele está no Bahia, com quem tem contrato até o fim da próxima temporada e a multa para tirá-lo do clube é de aproximadamente R$ 1 milhão. Quanto a Vanderlei Luxemburgo, a sua chegada seria uma forma de fazer com que ele e o clube se reerguessem juntos e também seria uma opção de treinador mais experiente, que sabe lidar com a pressão.

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