| Malavolta Jr. |
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| Murilo Aiello: "Quando um aprendiz consegue um emprego, existe 80% de chance de ele ser efetivado na empresa" |
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| Luís Henrique Rafael: "Estar na Legião é atestado de boa conduta" |
A Legião Mirim preparou mais 250 jovens para o mercado de trabalho. A formatura ocorreu ontem, na sede da entidade, situada na quadra 13 da Nuno de Assis, na região central de Bauru. Alguns dos estudantes já saem com a garantia de uma vaga de emprego.
Presidente da Legião Mirim, Murilo Martha Aiello aproveita a oportunidade para pedir ajuda aos empresários do município. "Para um menino da periferia, existem duas opções: vender drogas ou trabalhar. Só que muitas empresas fecharam e as vagas de trabalho 'enxugaram'. Peço, encarecidamente, que os empresários abram as portas aos adolescentes", acrescenta.
Hoje, a entidade, ligada ao Rotary Club de Bauru, atende 700 meninos, de 15 anos e meio até completarem 18 anos. Do total, 150 adolescentes conseguiram emprego. O restante está se preparando ou esperando por uma vaga. "Quando um aprendiz consegue um emprego, existe 80% de chance de ele ser efetivado na empresa, afinal, acaba sendo treinado para o trabalho", argumenta.
Quem teve sorte foi Dheanluca Andrade de Souza, de 17 anos. Assim que começou a fazer o curso básico da Legião Mirim, conseguiu um emprego como auxiliar de escritório da Prefeitura de Bauru. "Se não tivesse participado do projeto, estaria procurando trabalho até hoje, afinal, a situação não está fácil para ninguém", observa.
FORMATURA
Da cerimônia de formatura, participaram os legionários, diretores e funcionários da Legião Mirim, bem como representantes da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado (Drads).
O assessor parlamentar Waldir Caso, que representou o deputado Pedro Tobias (PSDB), afirma que a Legião Mirim é uma entidade exemplar. "É o espaço que o jovem tem para se preparar para o primeiro emprego", pontua.
O desembargador da 15.ª Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Luís Henrique Rafael, esteve presente na solenidade. Quando criança, sonhava em fazer parte da Legião Mirim, porém, sua renda familiar estava acima do exigido para tanto.
"Aos 13 anos, eu já entregava jornais. Depois, fui office boy, até passar em um concurso do extinto Banespa. Cursei direito na ITE e, há 20 anos, me tornei promotor da Justiça do Trabalho. Em março deste ano, passei a ocupar o cargo de desembargador. Enfim, o trabalho desde jovem ajudou e muito. Por isso, estar na Legião Mirim é um atestado de boa conduta", finaliza.

