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Não confie em tudo


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Basta sentir uma dor diferente ou um desconforto no corpo para que o "doutor Google" seja acionado. Mas a questão é: será que podemos confiar em todas as informações que circulam pela internet? De acordo com a pesquisa "Jornada Digital do Paciente", realizada pelo Minha Vida - empresa de produtos digitais para a saúde - 94% dos participantes buscam informações sobre saúde na rede. A televisão ficou em segundo lugar, com 52%.

O psicanalista Robert Trindade explica que confiar em informações duvidosas pode facilmente levar as pessoas a ter uma preocupação desnecessária, o que pode acabar colocando em risco a própria saúde.

"Se informar através da internet não é ruim, mas deve ser evitado ou feito de forma consciente. Como muitas doenças possuem sintomas parecidos e de tanto pesquisar as pessoas podem concluir, erroneamente, que possuem algo mais grave, passando a sofrer por antecipação e ter crises de ansiedade", afirma Robert, acrescentando que esse hábito estimula a a automedicação.

"É possível encontrar também os respectivos medicamentos, porém, tomados sem indicação médica podem ter o efeito contrário", comenta o especialista.

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Pelo WhatsApp

O estudo revela ainda que quem tem plano de saúde têm um hábito maior de manter contato com seu médico via WhatsApp: 23% contra 11% entre os sem plano.

Compras online

Em média, três entre dez entrevistados já utilizaram a internet para comprar medicamentos. A rejeição é maior entre os mais velhos e entre as classes mais baixas.

Alimentação e emagrecimento: mais procurados

Ainda segundo o levantamento, 78,3% dos entrevistados afirmaram que buscam, online, informações sobre saúde antes e depois de uma consulta médica. A prática é maior entre jovens.

De acordo com a nutricionista Roseane Vieira, o paciente não se contenta apenas com as informações passadas pelo médico. "As pessoas buscam reafirmar o posicionamento do especialista. Mesmo assim, na maioria das consultas que faço, os tratamentos que eu ofereço prevalecem."

Os tópicos mais procurados, segundo a pesquisa, são alimentação, doenças, sintomas, emagrecimento e tratamentos. Em relação à faixa etária, os mais jovens usam as plataformas online mais que os mais velhos e as mulheres mais que os homens.

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