A meu ver, política e estratégia caminham de mãos dadas. Você que está lendo este texto agora, provavelmente está se perguntando: - “qual o objetivo desta frase”? Se refletirmos, com certeza chegaremos a uma resposta mais contundente que imaginamos.
Vamos iniciar o processo de reflexão. Ocorreram as eleições municipais no ano de 2016. Em Bauru, o prefeito eleito felizmente tratava-se do candidato da oposição.
A reação de insatisfação e rispidez da situação foi nítida e notória. No mês seguinte iniciou-se na saúde uma escassez de medicamentos, que agora, praticamente às vésperas da posse do candidato eleito, está absurda.
Tão absurda que nós, usuários da rede pública de saúde, ouvimos burburinho de funcionários antigos pelos corredores das unidades. Nas entrelinhas, eles comentam que nunca assistiram, em anos, a uma restrição de medicamentos tão exagerada.
Será que a verba para este fim secou logo agora, no final de oito anos? Será possível que esta fonte secou do nada? Como?
Esta justificativa não seria um pouco incoerente, já que pelo menos, dentro da necessidade bem básica, ocorreu o abastecimento durante sete anos e dez meses.
Vamos à segunda hipótese.
Um grupo insatisfeito com o fim do poder. Um ex-candidato prometendo em rede de imprensa que vai cobrar a gestão do vencedor. Um almoxarifado de medicamentos vazio.
Obviamente, um início de mandato e uma nova licitação de compras para suprir esta falta. Uma demora na entrega que já é previsível.
Uma população desesperada por remédios e que não tem a menor noção destes fatos. Um novo secretário de Saúde que tem apresentado muito interesse no bem-estar do usuário e que nas poucas entrevistas e visitas às unidades já ganhou a simpatia de muitos.
Será que existe algum interesse que este secretário já seja questionado em seus primeiros dois meses de gestão?
Para quem gosta de refletir...
Fica a dica