Regional

Reservatórios podem virar "piscinões" em Lençóis

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Lago da Prata é um dos reservatórios que poderão ter o volume rebaixado neste período do ano

O Conselho Técnico do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CGBH-RL) enviou ofício de recomendação técnica à Defesa Civil de Lençóis Paulista, com cópia ao Ministério Público (MP), pedindo a realização de estudos para o rebaixamento do volume de três grandes reservatórios às margens de afluentes do Rio Lençóis para que eles possam servir como “piscinões” em caso de chuva intensa, minimizando riscos de inundação.

A medida, que prevê a redução de 40% do volume de reservatórios artificiais localizados nas microbacias dos Ribeirões da Prata e Barra Grande, foi definida durante reunião realizada na semana passada, em Areiópolis (69 quilômetros de Bauru).

“Esses três reservatórios são considerados de alta segurança por ter uma estrutura capaz de reter grandes quantidades de águas sob forte pressão hídrica, podendo ser usados como reservatórios de retenção em situações críticas”, diz o Conselho. No encontro, também foi discutida a implantação do sistema de monitoramento climático na Bacia do Rio Lençóis pelo Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) de Bauru, que passará a funcionar na semana que vem em caráter experimental.

“O sistema irá monitorar em tempo real seis microbacias hidrográficas consideradas críticas, localizadas nos municípios de Agudos, Borebi, Lençóis Paulista e Areiópolis, além da área urbana de municípios da bacia do rio Lençóis”, explica.

A princípio, serão instaladas duas centrais provisórias - em Lençóis Paulista e Macatuba. Na fase de testes, o sistema ficará a cargo do CGBH-RL, que irá treinar pessoal, configurar os métodos de alerta e dar suporte técnico. Posteriormente, a Defesa Civil deve assumir o monitoramento.

A proposta do grupo, formado por engenheiros, biólogos, representantes de empresas e prefeituras e profissionais da área ambiental, é de que essas ações de contingenciamento sejam implementadas nos dois primeiros meses de 2017. “Essas medidas emergenciais poderão em muito contribuir para amenizar situações de riscos em condições climáticas extremas, dependendo da intensidade das eventuais ocorrências, uma vez que essas microbacias são as maiores contribuintes para o rio Lençóis nas regiões de riscos da cidade”, destaca o Comitê. “A retenção dos excessos hídricos por esses reservatórios poderá aliviar o excesso de drenagem, evitando o estrangulamento do rio Lençóis e, consequentemente, o efeito reverso das águas para as partes mais vulneráveis”.

Comentários

Comentários