Esportes

Projeto 'Gol com a mão' impulsiona o handebol bauruense

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Fotos: Malavolta Jr.
Projeto Gol com a Mão surgiu de iniciativa em 2003 e "ganhou corpo" a partir de 2007 com aberturas de polos
Equipe feminina em atividade no ginásio Azulão, no Jardim Bela Vista, principal espaço para treinos e jogos

Um dos esportes mais praticados nas escolas do País, o handebol vem ganhando força também em Bauru nos últimos anos. A cidade conta atualmente com equipes de diversas categorias na modalidade, desde o mirim (9 anos de idade) até o adulto, todos sob a coordenação da treinadora Maria Amélia Theodoro, na AABB/FIB/Semel. Vale lembrar que o Brasil está em ascensão, pois foi o campeão mundial feminino em 2013.

Mais do que disputar campeonatos ou buscar títulos - e eles vieram nesta temporada - o handebol tem se mostrado uma eficiente ferramenta de atração de crianças e jovens para a prática esportiva na cidade. O handebol bauruense conta com o projeto "Gol com a mão", que tem 20 polos espalhados pelas diversas regiões do município, e atende a mais de 1.700 pessoas, como desdobramento das atividades da AABB/FIB/Semel, também supervisionados de perto por Maria Amélia.

"Eu estou em Bauru desde 2003, vim como atleta ainda (era de Avaré), e aí comecei com três alunos. Em 2007 é que mudamos a cara do projeto, implantamos quatro polos, e fomos indo até onde as crianças estavam, em entidades assistenciais. Estamos agora chegando a dez anos de projeto, e 2016 foi um ano bom, conseguimos uma verba melhor do Fundo Municipal de Esportes, de R$ 60 mil anual, e nos ajudou a melhorar algumas coisas", aponta Maria Amélia.

Qualidade

Para ela, a meta agora é qualificar o trabalho desenvolvido nos polos existentes. "Neste momento, a intenção não é expandir, até porque já temos bastante e atingimos diversas comunidades, mas melhorar o atendimento em cada local, ampliar o número de vezes em que atuamos em cada um, porque Bauru tem muitos talentos no handebol", pontua.

"Estamos em 16 entidades assistenciais, três escolas públicas e no ginásio do Bela Vista, atendendo cerca de 1.700 crianças e jovens. Alguns atletas do time adulto são monitores nas escolinhas, mas eu também tive que voltar a trabalhar mais de perto nesses polos. Foi um ano bom, mas bem desgastante ao mesmo tempo", frisa. "A ideia é que a gente consiga manter a mesma verba do Fundo Municipal", completa. O time bauruense tem como principal espaço para treinos e jogos o ginásio Izaat Muhamed Saadhe, mais conhecido como "Azulão" do Bela Vista.

Praticantes

Malavolta Jr.
Gabrielli Craveiro, atletas das categorias de base e do time adulto bauruense

Gabrielly Craveiro, de 16 anos, é moradora do Jardim Gaivota e começou no handebol por influência dos primos. "Eu comecei há quatro anos, porque os meus primos jogavam na Escola Stela Machado e eu ia ver eles. Aí a Maria Amélia assumiu na época o time da escola, e eu passei a jogar também, peguei gosto pelo esporte e estou até hoje. Estou disputando competições na minha categoria e também no time adulto. Eu tenho vontade de seguir carreira, e apesar de no Brasil ainda faltar oportunidades, eu penso em seguir. Tenho mais a crescer aqui em Bauru ainda", relata a jovem jogadora, que atua como pivô.

Outro atleta que começou a praticar o handebol na escola e foi em frente é Italo Ribeiro Alves, de 21 anos, morador da Vila Souto. "Eu comecei na Escola Stela Machado também, isso faz 10 anos já, porque eu tinha 11 anos de idade na época. Desde então nunca parei de jogar, cheguei a competir por Barra Bonita, e há quatro anos voltei para defender Bauru de novo. Em 2016 foi meu primeiro ano no adulto", explica Italo, que já conseguiu alguns destaques individuais. "Ano passado fui artilheiro da Lhesp sub-21, com 92 gols, e esse ano também fui artilheiro na Lhesp, no adulto, com 97 gols, e tive destaques como melhor em alguns jogos e da Copa dos Campeões", explica.

Resultados

Malavolta Jr.
A técnica Maria Amélia Theodoro, responsável pelo Gol com a Mão, ao lado do atleta Ítalo Ribeiro Alves, um dos artilheiros do time adulto

O ano termina também com bom saldo do handebol nas competições em âmbito regional e estadual. O feminino foi campeão dos Jogos Regionais e o masculino foi vice-campeão dos Regionais. Na Liga do Estado de São Paulo (Lhesp), tanto o masculino quanto o feminino ficaram entre os seis melhores da Série Prata. “Faltou pouco para a gente subir para a Série Ouro”, diz a treinadora Maria Amélia. O feminino foi campeão e o masculino vice na Copa dos Campeões.

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