| Douglas Reis |
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| Carro foi achado incendiado em rua de terra no Bela Vista; corpo da vítima foi localizado a 8 km dali |
Uma briga entre irmãos terminou com a morte de um deles. Gustavo Leandro Portoni Souza, 41 anos, foi assassinado com golpes de madeira na cabeça por Arthur Flávio Portoni Souza, 35, que acabou preso e confessou a autoria do fratricídio. A discussão começou enquanto os dois consumiam drogas em um barraco situado no Parque Jaraguá, na noite de quinta-feira (5).
A vendedora Marli Hidalgo de Oliveira Antunes, 44, também foi presa apontada como cúmplice no crime. Segundo disse o acusado à PM, ela o teria ajudado a “se livrar” do corpo e também a incendiar o veículo da vítima. A mulher, contudo, nega a acusação.
Segundo o aspirante a oficial da PM Bruno Rafael Lima da Silva, pedestres encontraram o cadáver, por volta das 7h dessa sexta-feira (6), em uma via de terra que dá continuidade à rua Elizete Cardoso da Silva (Bauru 16), ao lado de um terreno baldio usado para o descarte de lixo.
| PM/Divulgação |
| Vítima Gustavo Souza |
Já o carro da vítima, um Gol, foi localizado incendiado no prolongamento da rua Tiradentes, Jardim Bela Vista, cerca de oito quilômetros de onde estava o corpo.
“Através do registro do veículo, chegamos à residência do proprietário, onde soubemos, com a mãe dele, que o rapaz estava desaparecido desde o dia anterior. A foto que ela nos mostrou tinha bastante semelhança com a vítima. A mulher, então, indicou onde o filho poderia ter passado a noite”, relatou o policial.
A equipe se dirigiu até uma residência na Vila Pacífico, onde estavam Arthur e Marli. “Ele contou que os três consumiram drogas em um imóvel na Parque Jaraguá, na noite de quinta, quando houve a briga. O acusado relata que matou o irmão porque ele estava ameaçando o padrasto de morte”.
Segundo a PM, Arthur deixou a prisão no mês passado. Ele possui passagens por roubo e furto. Já Marli respondeu acusação de estelionato. A vítima também tem passagem criminal, porém, a polícia não informou a natureza do crime praticado.
O caso foi registrado pelo delegado Roberto Cabral Medeiros como homicídio qualificado. “A mulher foi autuada como coautora do crime, pois ajudou o acusado a colocar o corpo da vítima no carro”, frisa.
| Fotos: Douglas Reis |
| Arthur Flávio Portoni Souza foi preso pela PM após matar o irmão; Marli Hidalgo Antunes foi apontada como cúmplice |
ROUPA TROCADA
Ainda segundo a PM, o autor do crime teria arrastado o corpo do irmão até os fundos do barraco, onde trocou a calça que a vítima vestia por uma bermuda. Em seguida, puxou o cadáver novamente até o carro, para, enfim, transportá-lo para outro local.
‘Do nada’
Apontada como cúmplice no crime, Marli Hidalgo de Oliveira Antunes nega que tenha ajudado o autor do homicídio a se desfazer do corpo e a incendiar o carro.
“Os dois (irmãos) estavam usando crack, mas eu só observava porque parei com a droga há um tempo. Do nada, o Arthur pegou o pedaço de pau e começou a bater no irmão. Quando vi a cena, corri para fora e fui embora para a casa da minha prima”, relata.
Ela contou ainda que, ontem pela manhã, Arthur a procurou na residência para pedir dinheiro. “Ele chegou lá me ameaçando. Disse para eu tirar R$ 300,00 no banco, porque ele iria fugir. Dei a quantia, mas a polícia chegou antes de ele sair”, finaliza.
