Fundadora e coordenadora Internacional da Pastoral da Criança, coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Faleceu em 12 de janeiro de 2010 vítima do terremoto no Haiti, que atingiu de forma violenta a capital Porto Príncipe. Milhares de edificações desabaram, mais de 200 mil mortos, entre eles 21 brasileiros. Foi o maior desastre de sua história. Os terremotos acontecem em muitos lugares no Planeta, mas este tinha que acorrer naquele dia? Zilda Arns estava na Capital Porto Príncipe com a importante missão de implantar a Pastoral da Criança.
Já faz 7 anos. Ali estava a serviço da vida e esperança da infância haitiana. (Mt 18,4.5). Mais tarde, a pastoral foi implantada por Nelson Arns, seu filho, e as marcas do terremoto ainda são visíveis. O legado de Zilda Arns continua com os mais de 260 mil voluntários(as) espalhados pelo Brasil, mais países da América do Sul, África e Ásia.
Sua missão maior foi salvar vidas de crianças de 0 a 6 anos, incluindo gestantes. De fato, salvou milhares de crianças da morte prematura com ações básicas de saúde simples, educativas e preventivas, e continua salvando através do trabalho de seus voluntários(as), líderes comunitárias que acompanham crianças e gestantes na visita domiciliar. Inspirada no Evangelho de Jesus (Jo 10,10) criou o lema “Para que todas as crianças tenham vida, e a tenham em abundância”. Mulher de coragem, apaixonada em defender a vida, a família e, de modo muito especial, ao cuidado das crianças empobrecidas. “Amar é acolher, é compreender é fazer o outro crescer”, dizia Zilda Arns. A morte não leva tudo, e aqueles que partem e nos deixam lindas memórias, muito amor e infinita saudade, jamais desaparecem.