Não é José o rei da brincadeira. É Gilberto Gil. Sua brincadeira musical ajudou a despertar o grande país para uma mistura festiva, inventiva e sem fim. Gil é o verdadeiro gigante.
Um gigante que ajuda a elevar os sons do Brasil. Ter fundado, há cinco décadas, o movimento tropicalista, que chacoalhou e coloriu as artes por aqui, é só uma de suas colossais realizações.
Gil foi vanguarda quando devia ser e, politizado o tempo todo, botou seu bloco na rua do poder: ministro da Cultura, embaixador da Onu e artista pela paz. Aquela que invadiu o coração.
Gilberto Gil é a África que fala o português, e como fala bem! Malabarista das palavras, brinca como quer para dizer sério o que entende ser.
É dono de algumas das melhores letras já feitas neste romântico idioma. Como em "Não tenho medo da morte", de 2009, composta em Sevilha após ser desafiado por um papel em branco, e sempre sem receio de ousar: "Não tenho medo da morte / Mas sim medo de morrer / Qual seria a diferença / Você há de perguntar / É que a morte já é depois / Que eu deixar de respirar / Morrer ainda é aqui / Na vida, no sol, no ar / Ainda pode haver dor / Ou vontade de mijar...".
Mas Gil também canta o tempo, o abraço, a fuga. A espera, a felicidade, o xodó. A Bahia, o Rio, os brasileiros. O palco, a novidade, a estrela. A sede, o som e a saudade. É, por assim dizer, um super-homem da canção. Um cara que realça aquilo que nele pulsa. Um menino baiano com uma parabólica aberta ao mundo, qualquer mundo.
Quase desde que o samba é samba podemos aproveitar sua história criativa. E, se hoje alguém passar um bom domingo no parque, que passe ouvindo Gilberto Gil.
Vem mais por aí: ele estaria preparando um álbum de inéditas. O trabalho deve trazer músicas que andou gravando de celular para homenagear a bisneta, a filha, o violonista Yamandu Costa... Pegou gosto por esse negócio de homenagear.
Ficamos esperando na janela e falando com Deus: "Deus, transformai as velhas formas do viver!". Ou em outras palavras: "Deus, deixa o Gil curtir!".
Não é José o rei da brincadeira. É Gilberto Gil. Sua brincadeira musical ajudou a despertar o grande país para uma mistura festiva, inventiva e sem fim. Gil é o verdadeiro gigante.
Um gigante que ajuda a elevar os sons do Brasil. Ter fundado, há cinco décadas, o movimento tropicalista, que chacoalhou e coloriu as artes por aqui, é só uma de suas colossais realizações.
Gil foi vanguarda quando devia ser e, politizado o tempo todo, botou seu bloco na rua do poder: ministro da Cultura, embaixador da Onu e artista pela paz. Aquela que invadiu o coração.
Gilberto Gil é a África que fala o português, e como fala bem! Malabarista das palavras, brinca como quer para dizer sério o que entende ser.
É dono de algumas das melhores letras já feitas neste romântico idioma. Como em "Não tenho medo da morte", de 2009, composta em Sevilha após ser desafiado por um papel em branco, e sempre sem receio de ousar: "Não tenho medo da morte / Mas sim medo de morrer / Qual seria a diferença / Você há de perguntar / É que a morte já é depois / Que eu deixar de respirar / Morrer ainda é aqui / Na vida, no sol, no ar / Ainda pode haver dor / Ou vontade de mijar...".
Mas Gil também canta o tempo, o abraço, a fuga. A espera, a felicidade, o xodó. A Bahia, o Rio, os brasileiros. O palco, a novidade, a estrela. A sede, o som e a saudade. É, por assim dizer, um super-homem da canção. Um cara que realça aquilo que nele pulsa. Um menino baiano com uma parabólica aberta ao mundo, qualquer mundo.
Quase desde que o samba é samba podemos aproveitar sua história criativa. E, se hoje alguém passar um bom domingo no parque, que passe ouvindo Gilberto Gil.
Vem mais por aí: ele estaria preparando um álbum de inéditas. O trabalho deve trazer músicas que andou gravando de celular para homenagear a bisneta, a filha, o violonista Yamandu Costa... Pegou gosto por esse negócio de homenagear.
Ficamos esperando na janela e falando com Deus: "Deus, transformai as velhas formas do viver!". Ou em outras palavras: "Deus, deixa o Gil curtir!".