Regional

Rapaz acusado de matar e queimar repositor é preso em Lençóis Paulista

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto/JC Imagens
O delegado Renzo Santi Barbin declarou que o rapaz acusado confessou ter matado Vágner de Moura

Foi preso nessa quinta-feira (19), em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), um jovem de 22 anos suspeito de assassinar e queimar o corpo do repositor Vágner Furtado de Moura, de 38 anos. Ele confessou o crime à polícia e alegou que, há cerca de um ano e meio, a vítima estaria insistindo em manter relacionamento amoroso com ele, o que o deixou irritado.

De acordo com o delegado Renzo Santi Barbin, responsável pelas investigações, com base em depoimentos de testemunhas, a Polícia Civil vinha tentando localizar Guilherme Henrique Carduci - que seria a última pessoa com quem a vítima teria mantido contato.

Nesta quinta (19), quando a mãe do jovem soube que a polícia tinha ido atrás dele, ficou preocupada e procurou a delegacia para saber o motivo das diligências. Informada sobre a suspeita, segundo Barbin, ela teria ido buscar o filho para prestar depoimento.

Uma equipe de Força Tática da Polícia Militar (PM), que havia recebido denúncia anônima sobre o suposto envolvimento de Carduci no crime, conseguiu detê-lo por volta das 15h10. Na delegacia, de acordo com o delegado, o jovem acabou confessando o crime.

“Ele disse que ele e a vítima eram amigos há uns três anos e que, de um ano e meio para cá, ela passou a lhe incomodar com propostas sexuais”, conta. Segundo Barbin, Carduci alega que, durante todo esse tempo de amizade, nunca aceitou as investidas de Moura.

Ele revelou que, no sábado (14), após discutir com a namorada, convidou o amigo para ir até a casa dele para conversar e, na sequência, os dois saíram para dar uma volta de moto. “Ele afirma que entrou em uma estrada de terra e anunciou a ele que iria matá-lo”, diz.

No depoimento prestado ao delegado, o jovem declarou que derrubou o repositor no chão com uma rasteira e passou a desferir chutes e a pisar em seu pescoço até que ele não tivesse mais reação. Em seguida, jogou o corpo dele em um matagal e retornou para casa.

“Ele pegou um galão, foi até o posto de combustível, colocou R$ 5,00 de gasolina, voltou ao local onde estava o corpo e ateou fogo”, declara Barbin. Depois, levou a bicicleta da vítima, que estava em sua casa, até o seu trabalho e jogou o aparelho celular dela em um rio.

Diante da confissão e da riqueza de detalhes, o delegado representou pela prisão temporária de Carduci por trinta dias, que foi decretada pela Justiça no final da tarde. Ele irá responder pelo crime de homicídio qualificado, por motivo torpe e asfixia.

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