Rio de Janeiro - O advogado de Eike Batista, o criminalista Fernando Martins, reafirmou na tarde desta terça-feira (31) que ainda não definiu se o empresário irá fechar acordo de delação premiada.
"A princípio não há possibilidade de delação", disse Martins. Ele fez a breve declaração assim que chegou à sede da Polícia Federal, no centro do Rio, por volta das 14h15, antes do depoimento.
Martins disse que protocolou um pedido de habeas corpus em favor do empresário.
A frente do prédio da PF no Rio se transformou em inusitado ponto turístico. Pessoas aguard avam a chegada de Eike com celulares nas mãos para registrar o momento.
O empresário foi transferido para Bangu na manhã desta segunda, ao desembarcar na pista do aeroporto do Galeão, no Rio. Ele havia sido inicialmente levado para o presídio Ary Franco.
ALVO
Eike foi o principal alvo da Operação Eficiência, deflagrada pela Polícia Federal, na quinta-feira (26).
Quando a ação estourou, ele estava fora do país e foi considerado foragido pela Justiça, procurado pela Interpol (Polícia Internacional). Seus advogados negaram, na ocasião, que ele tivesse fugido.
Ele teve a prisão decretada depois que dois doleiros fizeram acordos de delação com a Operação Lava Jato no Rio e contaram que ele pagou US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador do Rio Sergio Cabral, que está preso.