Justo é questionar qual seria a motivação para o presidente Michel Temer indicar para o cargo de ministro da Justiça, em substituição a Alexandre de Moraes, um grande amigo seu, criminalista, diga-se renomado, honrado, como Antônio Mariz de Oliveira, que advoga há 45 anos, mas que se diz literalmente contra a delação premiada!
E que ao assinar em janeiro de 2016, ao lado de mais de 100 juristas também renomados, um manifesto contra as investigações da Lava Jato, e publicadas em página inteira nos principais jornais do País, classificou essa caça aos corruptos da forma como é conduzida, como uma “espécie de Inquisição”
Não me preocupa se Mariz de Oliveira chegou a defender clientes no Mensalão e até envolvidos na Lava Jato, como um executivo da Camargo Correia. O que preocupa, caso seja confirmado seu nome para citada pasta, é entender qual será a orientação para seus subordinados da Polícia Federal, e também o relacionamento com o Ministério Público Federal, se é contra as delações premiadas, e julga a atuação investigativa em curso uma “espécie de Inquisição”... A opinião pública está atenta, e o Temer, atolado com problemas, não pode decepcionar...