Tribuna do Leitor

Nem Congresso nem Executivo

Constante Mogioni
| Tempo de leitura: 2 min

O que estamos vendo hoje no Brasil é nada encorajador para um País que está no fundo do poço. Vemos que nem Congresso nem Executivo transmitem  à população qualquer  indício de confiança.


No Congresso, só estamos vendo, tanto oposição como os siatuação (principalmente),  apresentarem projetos que não atendem aos interesses da nação, pelo contrário, eles, na sua maioria, sendo alvo das delações, aparecem propondo projetos que salvem suas cabeças. Querem a olhos vistos atrapalhar as ações da Lava Jato, e que também as falcatruas cometidas por eles no passado, tais como caixa dois, propinas e outras mais não sejam considerados crime. Estão mais a fim de limpar as suas manchas do que criar condições para passar o Brasil a limpo.


Também o Executivo, que deveria primar para ter nos seus quadros administrativos pessoas sem suspeitas, colocam políticos citados em delações. Será que no Brasil não existem políticos ou técnicos qualificados e do bem para compor nossa  administração? Do jeito que as coisas vão acontecendo o brasileiro vai ser governado por bandido.  


A nossa Constituição estabelece, no parágrafo único, Item V, Art. 3º, que “O poder emana do povo,  através de seus representantes...”, para proposta que atendam as necessidades da nação, mas, aproveitando-se da representação do povo, estão propondo leis que só os beneficiem. Será que o povo quer isso? Já não bastam os salários altos, as verbas de representação de gabinete (altíssima), apartamentos funcionais, passagens aéreas, carros, combustível e outras “cositas mais”? Querem também o privilégio de leis a isentarem das penas.


O Executivo, ao cidadão comum, não oferecem nada, só a responsabilidade de arcar com o ônus do rombo existente no País, a exceção do salário mínimo. Os funcionários ativos/inativos continuam com os vencimentos congelados, mas todos os tributos, taxas e impostos são ajustados todos os anos acima da inflação. Não remetem ao Congresso projetos de leis visando reforma política com voto distrital, reforma administrativa regulando destinação de verbas para os serviços prestados à nação e acabar com verba para deputado destinar as necessidades de municípios.


Não propõem a reforma tributária (se não souberem como, deem uma chegadinha ao Paraguai e solicitem a eles a receita, já que o país há cada ano vem crescendo a uma taxa superior a 4%, isso depois que enxotaram o bispo populista do poder). Ah, o fim do foro privilegiado é esperado, esquecem que cabe também ao Executivo sanar as distorções na sociedade, fazer com que realmente todos os cidadãos sejam iguais perante a Lei, mas, se surgir uma oportunidade de serem beneficiados políticos e elites das indústrias, bancos e outras mais, ou de melhorar o fluxo de caixa do tesouro, usam de medidas provisórias. O cidadão, aquele que trabalha quase meio ano para pagar os impostos, são esquecidos, mas eles, do Congresso e do Executivo, não deixam de usufruir das vantagens pagas com verbas extraídas dos impostos pago pelo brasileiro.


Será que caberá ao “povo” propor um plebiscito onde conste um formulário do que  realmente se quer e necessita o Brasil?

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