Polícia

Parque Jaraguá tem duplo homicídio

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Noite violenta no Jaraguá: primeira vítima foi baleada no cruzamento entre a avenida Gabriel Rabello de Andrade e a rua Arnaldo Rodrigues de Menezes

Dois homens foram assassinados no final da tarde dessa quinta-feira (9), no Parque Jaraguá, em Bauru. Weickyuan Kaimy Francisco de Oliveira, 22 anos, foi atingido por tiros na região da cabeça e a segunda vítima, não identificada até o final do mesmo dia, foi morta a pedradas.

O crime foi registrado por volta das 18h dessa quinta. Segundo a Polícia Militar, os dois eram amigos e se envolveram em uma briga com um grupo de ao menos quatro homens, que fugiram em um carro de cor prata. No final da noite, buscas ainda eram realizadas, mas nenhum suspeito havia sido identificado.

Testemunhas descreveram à PM que, após a discussão, ocorrida no cruzamento entre a avenida Gabriel Rabello de Andrade e a rua Arnaldo Rodrigues de Menezes, Weickyuan foi alvejado por diversas vezes. Ao se dar conta da situação, o colega conseguiu fugir a pé por cerca de cem metros, mas acabou sendo alcançado na quadra 2 da rua Liberto Resta.

“Ele saiu correndo em direção a um terreno, conseguiu entrar em uma casa e, na frente do imóvel, foi morto a pedradas por ao menos um dos membros do grupo”, conta o capitão Rodrigo de Ângelo, comandante da 3.ª Companhia da PM.

Segundo a PM, familiares de Weickyuan, que moram na região, informaram à PM que o rapaz era egresso do sistema penitenciário, onde cumpriu pena por tráfico de drogas até o ano passado. A motivação do duplo homicídio será investigada pela Polícia Civil.

Escalada da violência

Na edição dessa quinta-feira (9), o JC já mostrava a escalada de mortes causadas por crimes em Bauru. Só no primeiro bimestre deste ano, 14 pessoas perderam a vida em ocorrências na cidade. Para se ter uma ideia, o número é sete vezes maior do que nos dois primeiros meses do ano anterior, quando duas pessoas foram assassinadas.

“A violência contra alguém parece uma ação individual, mas é um reflexo das grandes estruturas da sociedade. Com a crise, a sociedade está à flor da pele; o desemprego ajuda muito. Existe ainda um fator conjuntural, a corrupção e a demora em punir culpados incita as pessoas a cometerem crimes. Tudo parece coagir o indivíduo a viver fora dos padrões legais”, avaliou, na ocasião, o antropólogo Claudio Bertolli Filho, professor da Unesp de Bauru.

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