| Fotos: Aceituno Jr. |
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| Ivair Emílio Valera desmaiou após duas horas de protesto |
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| Ivair Galera se acorrentou em frente ao prédio da Justiça Federal, com cartaz em forma de apelo |
Com cartaz em punho e cobrando a conquista do auxílio-doença, o pintor Ivair Emílio Galera, de 51 anos, cometeu um ato de desespero ao se acorrentar em um poste de iluminação, situado em frente à sede da Justiça Federal, na quadra 21 da avenida Getúlio Vargas, em Bauru, nessa segunda-feira (13) à tarde. Em nota, o órgão alega que o processo do trabalhador está dentro do prazo para sentença.
O homem reivindicou celeridade em seu pedido de auxílio-doença, feito junto ao Juizado Especial Federal, em Bauru, há sete meses. Em julho do ano passado, Ivair sofreu três infartos em um único dia. Desde então, ficou debilitado e dependente de remédios de alto custo.
Inclusive, a caixa de um dos quatro medicamentos que Ivair utiliza custa, em média, R$ 200,00. O pintor precisa de uma a cada mês, porém, não tem ondições para comprar. "Tenho falta de ar e não consigo trabalhar", desabafa. Além disso, o pintor precisa passar por um procedimento cirúrgico em um hospital público, mas há fila de espera.
E para piorar: sua esposa, a auxiliar geral Fatima Aparecida Fucciolo, de 47 anos, está desempregada. O casal vive em uma residência no Nova Esperança e pode perdê-la, porque o aluguel está atrasado há três meses. "Até comida falta", revela Fatima. Agora, a família espera que a auxiliar geral receba os oito meses de salários atrasados, problema que a fez deixar o emprego.
DESMAIO
O trabalhador ficou acorrentado durante duas horas, aproximadamente. Só deixou o posto, porque desmaiou. A PM cortou as correntes com um alicate e prestou os primeiros socorros. O Samu chegou após 40 minutos do acionamento e, a princípio, o reanimou.
Coordenador do Samu, Rafael Arruda alega que, em um primeiro momento, não é função do órgão atender esse tipo de ocorrência, já que possui outras prioridades, como acidentes com traumas graves. Porém, o fez devido ao clamor social. Arruda detalha, ainda, que o Samu só deveria ter sido acionado após o desmaio.
Ivair foi encaminhado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Geisel e liberado após ser atendido. Ele sofreu uma crise de estresse. Enquanto protestava, não aceitou sequer tomar água, oferecida pelos moradores da região e jornalistas. Abatido, queria que alguém do Juizado Especial Federal se posicionasse sobre seu processo. Contudo, o pintor foi vencido pelo desmaio.
Se alguém quiser ajudar a família, basta entrar em contato com a Fátima, através do (14) 99834-1924.
Justiça alega que processo está 'no prazo'
| Fotos: Aceituno Jr. |
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| Bombeiros resgatam Marcos Domingues da enxurrada na Nações Unidas |
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| Por conta da força da água, ele não conseguiu se levantar e passou por momentos de pânico |
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| Marcos Domingues ficou preso na Nações até receber ajuda |
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| Carros tiveram dificuldades por conta da forte chuva |
A chuva dessa segunda-feira (13) à tarde foi de preocupação adicional para um pedestre que tentou atravessar a avenida Nações Unidas na quadra 20, contudo, ficou "preso" na água.
Com sete viaturas percorrendo trechos de potencial perigo nessas circunstâncias, não foi difícil para o Corpo de Bombeiros avistar Marcos Domingues em situação de sufoco e estacionar para ajudá-lo.
"Fui tentar atravessar, pensei que desse e caí. Fiquei com receio de me afogar. Ainda bem que os bombeiros apareceram", relatou o homem, ainda assustado, ao repórter fotográfico do JC, Aceituno Jr., assim que se viu livre do perigo.
"Passávamos justamente para averiguar pontos de alagamento e observamos que ele tinha caído", conta o primeiro tenente Felipe Gavazzi, que atendeu a ocorrência com os cabos Fábio Catarin e Douglas Camilo Pereira. "Estávamos a 200 metros de distância. Nitidamente, ele viu que não dava para prosseguir e ficou sem condições de sair".
"Foi então que jogamos a corda para chegar até ele. Um bombeiro [Catarin] desempenhou essa função e segurou o pedestre, ajudando sua travessia até um ponto seguro", acrescenta Gavazzi. "Um carro passaria por ali, mas para uma pessoa, fica mesmo difícil".
Segundo Gavazzi, este foi o único episódio mais preocupante da tarde. Como de costume, trechos da avenida Nações Unidas foram interditados pelos bombeiros e Emdurb.
GRANIZO E ÁRVORES
Longe da Nações, no Mary Dota, houve relato de granizo. "Foi tudo muito rápido", conta Anna Oliveira, moradora na quadra 1 da rua Jurandir Ladeira, quadra 1. As pedrinhas de gelo caíram por cerca de dez minutos.
Anna ficou preocupada com a situação da mãe, Marisa, onde a água chegou a entrar na casa, que fica no mesmo terreno. Por sorte, a chuva baixou e nada de mais grave ocorreu.
Houve também relatos de quedas de árvores. Uma delas, na rua Venâncio Ramalho Guedes de Azevedo, esquina com a rua Francisco Antônio Rodrigues, no Mary Dota, caiu sobre um carro estacionado.
Serviços perdidos
A forte chuva prejudicou também os trabalhos de recuperação de galerias de águas pluviais em três pontos da cidade. No Jardim Tangarás, a equipe da Secretaria de Obras trabalhou na recuperação do sistema de galerias na rua Natal Fornazari, quadra 1, na ligação com o Ferradura Mirim. Na avenida Rodrigues Alves, quadra 27, sob o viaduto da rodovia Marechal Rondon, os serviços executados pela Divisão de Drenagem também foram perdidos. O mesmo ocorreu na rua Joaquim Marques de Figueiredo, quadra 5, no Distrito Industrial I.





