| Malavolta Jr. |
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| Antes da reunião, servidores municipais fizeram ato de protesto em frente à sede da prefeitura |
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) apresentou, nessa sexta-feira (17) à noite, nova proposta de reajuste salarial aos servidores públicos municipais. O Poder Executivo não alterou os valores relativos ao salário, mantendo a oferta de 2% de aumento, mais R$ 20,00 incorporados ao salário. A novidade foi apenas no vale-alimentação e no abono.
No caso do vale-compra, a proposta é aumento de 9%, passando dos atuais R$ 360,00 para R$ 392,00. Já no caso do abono, a proposta é reajuste também de 9%, dos atuais R$ 321,00 para R$ 350,00. Mais uma vez, o prefeito argumentou que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) vai impactar em cerca de R$ 12,5 milhões aos cofres municipais neste ano, reduzindo a capacidade de aumento salarial.
"Fizemos um esforço muito grande para conseguir melhorar a proposta inicial e chegamos ao máximo que a realidade financeira do município nos permite, no momento. Não estamos fechando negociação, ao contrário. Nossa proposta é de negociação permanente, com muita transparência e responsabilidade", destacou Gazzetta, pela assessoria de imprensa da prefeitura. O chefe do Executivo se comprometeu ainda em retomar negociações com os servidores em outubro.
Insatisfação
O advogado do Sinserm, José Francisco Martins, afirma que a nova proposta muda pouco em relação ao que havia sido apresentado em fevereiro. "A proposta não altera o índice, a categoria segue sem reposição, ou seja, é insuficiente. E há algumas dúvidas também. A Emdurb, por exemplo, não confirmou se vai seguir o reajuste de 9% no vale-compra ou se vai seguir a proposta anterior, de 4,6%. Isso ficou sem resposta hoje (sexta-17). Então temos pontos a discutir", detalhou, em entrevista ao JC na noite desta sexta-feira. "A pauta é unificada, nosso entendimento é que o aumento tem que ser igual para todos os setores", defendeu.
O Sinserm aponta também que o município precisa rever algumas posturas. "O servidor entende o momento difícil, mas não vê a prefeitura procurar reduzir custos. Ainda não vimos corte de cargos comissionados, por exemplo. Então, a prefeitura não faz a lição de casa", pontua José Francisco Martins.
Nessa sexta-feira (17), antes da reunião com Gazzetta, os servidores fizeram um protesto em frente ao Palácio das Cerejeiras, no final da tarde. A assembleia da categoria, que vai deliberar se aceita ou recusa a nova proposta do prefeito, acontece na quinta-feira, dia 23, às 18h30, na sede do Sinserm.
Existe a possibilidade de deflagração de greve. "A princípio, o nosso indicativo para a assembleia é de não aceitação do que foi proposto. Mas quem decide são os servidores, eles tem o poder de decisão na assembleia", conclui.
Impacto de R$ 22,3 milhões
A prefeitura confirmou que, com a nova proposta, vai gastar 50,89% da Receita Corrente Líquida com folha de pagamento, já bem próximo ao limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 51,3%. De acordo com o setor financeiro do Poder Executivo, o impacto anual do reajuste é de R$ 6,6 milhões nos salários, mais de R$ 2 milhões no vale-compra, R$ 1,1 milhão no abono, além dos R$ 12,5 milhões estimados no PCCS. O impacto geral informado é de R$ 22,3 milhões. A folha de pagamento, por exemplo, passará de R$ 378.167.700,00 para R$ 398.387.351,50.
