Geral

Brasileiros não tratam o colesterol como prioridade

Ana Paula Blower
| Tempo de leitura: 2 min

www.opas.org.br
A pesquisa mostra que mais da metade dos entrevistados só mediu as taxas de colesterol depois de adultos

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), divulgada esta semana, em São Paulo, mostra que 67% dos brasileiros não sabem sua atual taxa de colesterol. O estudo aponta que a população até conhece a importância dos exames, mas, realizá-los é uma outra história. Em excesso na corrente sanguínea, o composto químico pode gerar doenças coronarianas e levar ao enfarte.

Para o cardiologista Henrique Tria Bianco, do Departamento de Aterosclerose da SBC e um dos responsáveis pela pesquisa, os dados refletem resultados preocupantes de uma tendência mundial. Ele explica ainda que as causas do problema podem ser fisiológicas.

"Ter uma dieta equilibrada e praticar atividades físicas é importante, mas, muitas vezes, pode não ser suficiente para atingir metas do colesterol. Nesse caso, em que o fígado produz além do necessário, é preciso complementar com medicação", diz Henrique Bianco.

A pesquisa mostra ainda que mais da metade dos entrevistados só mediu as taxas de colesterol depois de adultos. E grande parte desconhece o fato de que o tratamento contra o colesterol alto, uma doença crônica, é para a vida toda.

"É difícil aumentar os níveis de HDL (colesterol bom) e ainda não há resultado de diminuição de risco de danos com isso", explica André Faludi, presidente do departamento de aterosclerose da SBC, que acrescenta que o ideal, então, é combater o colesterol ruim (LDL).

Ele alerta ainda que, por ano, 300 mil pessoas morrem no Brasil por doenças cardiovasculares, como AVC e enfarte, e que essas são doenças silenciosas. Por isso é essencial detectar o problema o quanto antes, mantendo os exames em dia.

A pesquisa "O que o brasileiro sabe sobre o colesterol", da SBC, realizada pelo Instituto Ipsos a pedido da Sanofi, foi feita online nas cinco regiões do Brasil, com 850 entrevistados acima dos 25 anos.

Comentários

Comentários