Internacional

China vai importar carne do Brasil

Estadão Conteúdo
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Brasília - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou que a China irá retomar a importação das carnes brasileiras, que eram alvo de embargo desde o último dia 20, devido às fraudes no setor descobertas pela Operação Carne Fraca.

As importações no entanto ficam suspensas no caso dos 21 frigoríficos sob investigação, cujas licenças de exportação já haviam sido suspensas pelo governo brasileiro.

Segundo o ministério da Agricultura, apenas a fábrica da JBS em Lapa, no Paraná, havia exportado para a China nos últimos 60 dias.

O ministério informou em nota assinada pelo ministro Blairo Maggi, que a reabertura ao mercado brasileiro é um atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e da vitória da capacidade exportadora do País. "A China nunca fechou o mercado aos nossos produtos, mas apenas tomou medidas preventivas para que tivéssemos a oportunidade de oferecer todas as explicações necessárias e garantir a qualidade da nossa inspeção sanitária", disse.

CHILE  E EGITO

Após a China, Egito e Chile decidiram neste sábado retomar as importações de carne brasileira depois de terem tomado medidas de suspensão.

Em 2016, as importações de carne brasileira pelo Egito somaram 690 milhões de dólares, segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). As do Chile, por sua vez, responderam por 441 milhões de dólares.

Em comunicado, o ministério de Agricultura egípcio informou que reabriu o mercado para importações autorizadas de empresas brasileiras, acrescentando que as remessas estariam sujeitas aos controles tanto no Brasil quanto no desembarque no Egito.

O governo chileno também anunciou neste sábado a derrubada das suspensões, segundo fontes diplomáticas, após uma equipe sanitária do país ter visitado o Brasil nesta semana e ter recebido explicações do ministério de Agricultura. 

O governo coordena esforços para impedir o embargo e reverter suspensões à carne brasileira.

A intenção é circunscrever as restrições às plantas que estão sob suspeita. Entre elas, estão unidades de gigantes do setor, como JBS e BRF.

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