Internacional

Protesto na Rússia tem 700 detidos


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Londres - Uma manifestação contra a corrupção organizada por opositores reuniu milhares de pessoas no centro de Moscou e terminou com mais de 700 detidos, informou a ONG OVD-Info. O opositor Alexei Navalny, que ajudou a convocar o protesto, também foi preso. Ele deve comparecer hoje a uma audiência com um juiz.

"Está tudo bem da minha parte, não vale a pena lutar por mim", escreveu o próprio Navalny em sua conta no Twitter, antes de pedir a continuidade do protesto. "O tema hoje é a luta contra a corrupção."

O protesto na rua Tversakia, uma das principais vias da capital russa, que leva ao Kremlin, foi proibido pelas autoridades. Agentes de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Foi a maior manifestação na capital russa após a dissolução da antiga URSS.

Quase 8.000 pessoas participaram no protesto, segundo a polícia. Esta é uma das maiores manifestações dos últimos anos na Rússia. Opositores na Rússia reclamam da perseguição política promovida pelo governo do presidente Vladimir Putin.

Há também repercussões sobre o recente envolvimento do governo de Vladimir Putin e o governo Trump, que por causa de espionagem, pode ter influenciado na vitória do americano.

Roger Stone, um aliado de longa data do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que se ofereceu para testemunhar diante de uma comissão parlamentar que investiga possíveis intromissões russas nas eleições presidenciais de 2016 e vínculos com a campanha de Trump.

Conselheiro informal de Trump, Stone disse ao programa "This Week" da ABC que ele não recebeu uma resposta do comitê de inteligência da Câmara dos Deputados sobre sua oferta de testemunho público.

Junto com o ex-gerente de campanha de Trump Paul Manafort, que também se ofereceu para comparecer perante a comissão, Stone está entre os associados de Trump cujas comunicações e transações financeiras estão sendo examinadas pelo FBI e outros como parte de uma investigação maior sobre possíveis ligações com autoridades russass, de acordo com um relatório de 20 de janeiro publicado no New York Times.

Sem citar nomes, o diretor do FBI, James Comey, confirmou na semana passada, durante a audiência pública no comitê, que o FBI investiga possíveis ligações russas com a campanha de Trump, em uma tentativa de Moscou de influenciar as eleições de 2016.

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