| Douglas Reis |
![]() |
| Nesta quinta (30) pela manhã, servidores, na sede do Sinserm, rejeitaram a proposta mais recente |
A greve dos servidores municipais completou três dias nessa quinta-feira (30), com a adesão de 421 funcionários, segundo a prefeitura. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) também fala em número maior em comparação aos dois dias iniciais, na casa dos 500 servidores. Com mais uma proposta rejeitada, a paralisação atinge, até o momento, o ápice do impasse.
Ao JC, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) disse nessa quinta (30) à noite que não haverá nova proposta. "Estamos no nosso limite, na verdade fomos até um pouco além. A última oferta foi justamente em cima do que vários servidores pediram, quando conversamos em frente à prefeitura, no primeiro dia de greve. Lamento que a decisão foi de continuidade [da greve], fizemos o que foi possível nas propostas, procurando atender as demandas dos servidores, dentro da nossa realidade", justifica.
Agora, Gazzetta explica que pedirá ao Sinserm a manutenção dos serviços. "Respeitamos o direito de greve. Eles têm o direito de aceitar ou não a proposta. Mas vamos pedir que se respeite a manutenção dos serviços à população. Tivemos relato até de escolas que fecharam, isso é algo que não dá para admitir, pois prejudica as pessoas. Então, vamos conversar amanhã (esta sexta-31) com calma junto ao sindicato para que se mantenha índices mínimos", completa.
REJEIÇÃO
O movimento de paralisação, que começou na última terça-feira (21), reivindica reajuste salarial. A categoria pede 10,74%, além de aumento no vale-compra e abono-refeição. A prefeitura fez quatro propostas diferentes, a última delas rejeitada nessa quinta-feira (31). Esta mantinha o reajuste salarial em 2%, aumentava o abono para R$ 350,00 e o vale-compra para R$ 392,00 a partir de agora, e R$ 410,00 a partir de janeiro de 2018.
A oferta do município também incluía vantagem pessoal de R$ 80,00 aos servidores que ganham até R$ 2 mil (de salário-base), a partir de agora, e o mesmo valor aos demais trabalhadores, porém, a partir de janeiro do próximo ano. Em assembleia na manhã dessa quinta, parte dos funcionários chegou a ser favorável à proposta, mas a maioria rejeitou, e a greve foi mantida.
Advogado do Sinserm, José Francisco Martins diz que a categoria vai aguardar a negociação. "Durante a assembleia, decidiu-se que os servidores não fariam uma contraproposta, mas aguardariam uma nova proposta do governo. Amanhã (esta sexta-31), os servidores se reúnem novamente às 7h, na sede do Sinserm, para definir os rumos do movimentos", detalha.
POR SETOR
A Educação segue como o setor mais atingido pela greve, com 261 servidores parados (228 no período da manhã e 33 na parte da tarde). Em seguida, aparecem as secretarias de Saúde (79), Obras (32), Semma (30), Finanças (5), Sebes e Cultura (um em cada). Na administração indireta, são 11 funcionários do DAE e um da Emdurb. A empresa municipal fez proposta diferenciada e praticamente todos os funcionários decidiram seguir normalmente com os serviços.
