Regional

Jornada na saúde gera polêmica em Piratininga

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Vereador Major Jorge Luis promete levar as denúncias ao MP

Atuação de vereador de Piratininga (13 quilômetros de Bauru), que está fiscalizando de perto o cumprimento da carga horária de médicos que atendem em unidades de saúde, está gerando polêmica na cidade. O parlamentar pediu informações à prefeitura sobre jornada de trabalho dos profissionais e promete levar as irregularidades ao Ministério Público (MP). O Executivo também está apurando internamente o caso. Pelo menos dois médicos já pediram exoneração, o que levou vereadora a contestar o colega.

O vereador Major Jorge Luis (PSD) decidiu fazer um "pente-fino" no setor da saúde após receber reclamações de usuários da rede pública sobre a falta de profissionais. "Começamos a observar médicos que não cumprem a sua jornada de trabalho. São dez horas semanais, com dois dias de 5 horas, e eles chegam atrasados duas horas para assumir o serviço. Outros funcionários deixam seu local de trabalho e vão atender no particular na Santa Casa", revela.

Ele conta que também flagrou situações em que médicos se ausentaram do trabalho e retornaram depois apenas para registrar a saída. Em requerimento aprovado na sessão da Câmara do último dia 27, o parlamentar pediu informações à prefeitura sobre a carga horária de um médico e as horas efetivamente trabalhadas desde 2013. Na próxima sessão, ele adianta que irá solicitar informações a respeito de outros dois profissionais.

Com base nas respostas do Executivo, se as irregularidades forem confirmadas, o vereador irá pedir para que o MP apure suposto uso de verba pública de forma indevida. "Eu acho que isso é um descaso com o dinheiro público, é um descaso com a população. Eu acho que ele (médico) poderia estar trabalhando em outro local no seu horário de folga e não no horário em que foi contratado para prestar serviço à população. Ele é pago para isso", declara.

PROVIDÊNCIAS

O prefeito Carlos Alessandro Franco Borro de Matos, o Sandro Bola (PSDB), explicou que, assim que soube das supostas irregularidades, pediu para que o setor de Controle Interno levantasse informações sobre a carga horária dos 13 médicos do município e as horas efetivamente trabalhadas.

"Nós não sabemos o que realmente está acontecendo e se algum médico está devendo horas. Se tiver, nós iremos tomar as medidas administrativas e conversar com o médico para que ele venha fazer a compensação dessas horas ou até mesmo devolver o dinheiro das horas faltantes", declara.

Denúncia questionada

A vereadora Cris (PSDB), servidora da área da saúde, usou as redes sociais para criticar a atuação do colega. Ela atribuiu as recentes exonerações de médicos à fiscalização do vereador e disse que "a forma como tudo isso foi conduzido prejudicou a saúde de Piratininga". "Será que essa denúncia feita foi o melhor caminho para resolvermos o caso?", questionou. A declaração foi alvo de críticas e várias pessoas manifestaram apoio ao Major Jorge Luis. O JC telefonou para Cris, mas ela não atendeu a ligação.

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