Uma notícia depois de espalhada, mesmo que falsa, faz um estrago enorme. Reputações abaladas, mentiras transformam-se em verdades e verdades são desmentidas com um clique de mouse. Bum! Tudo modifica-se numa velocidade espantosa.
O herói de hoje é o vilão de amanhã. Com o advento da internet, vivemos isso a todos os instantes. O que eu, você, ou seja, nós já consumimos de notícia estragada - mentirosa - não está escrito no gibi. Em realidade, devemos tomar cuidado, pode ser que sejamos nós os próximos "cristos" das fofocas virtuais.
Porém, o que me deixa mais espantado é que, em geral, boa parte das pessoas acredita nessas notícias de internet sem ao menos darem-se ao trabalho de uma pesquisa superficial para checar se a notícia merece um mínimo de credibilidade. Santa credulidade.
Precisam tomar um pouco de tomesídio, o remédio que São Tomé usava para tornar-se o incrédulo maior. Tá bom, nem precisa ser tão incrédulo quanto Tomé, basta duvidar um pouco...
Uma boa dose de dúvida não faz mal a ninguém. A dúvida leva à pesquisa; a pesquisa ao conhecimento e, bingo... o conhecimento liberta, ou seja, bem como disse um amigo nosso há dois mil anos: conheça a verdade e ela te libertará... Aliás, te libertará até dessas correntes enormes que pululam nas redes sociais.
E por falar em correntes, recordo-me da corrente de Santa Edwirges que minha mãe recebeu quando morávamos em Imperatriz do Maranhão. Naquele época, meados dos anos 80, século passado, minha "velha" fez meu irmão e eu colocarmos 20 cartas, todas escritas a mão porque não havia computador, nas casas dos vizinhos.
Caso não passássemos a corrente adiante uma desgraça aconteceria em nossa família... E lá fomos nós dois a depositar a tal corrente nas casas alheias, torcendo para que ninguém nos visse. Isso sim seria uma grande desdita!
Hoje está mole, mole compartilhar correntes, basta um clique e tudo certo, mas naquele tempo... Meu amigo, que sufoco! Credulidade dá um trabalho danado... Tenho uma amiga que diz: pelo sim, pelo não, bora compartilhar essa notícia... vai que é verdade... Só que a amiga não faz a reflexão oposta: vai que é mentira... Brincadeiras a parte o assunto é muito sério.
Fico a pensar em quantas besteiras já pensamos, compartilhamos e ajudamos a divulgar porque não nos demos o devido trabalho de buscarmos a informação correta.
Pior foi o casal que por conta de um boato em rede social quase foi linchado em Araruama RJ. Estavam inocentes, mas a fúria das pessoas que se basearam em informações incorretas quase produziu uma tragédia.
Pois é... Credulidade em demasia além de dar trabalho pode gerar, inclusive, a morte de quem não tem nada a ver com uma história. Prudência, pois, com o que compartilhamos, falamos, divulgamos...