| Divulgação |
![]() |
| Polícia divulgou foto para reconhecimento de supostas vítimas |
Mulheres que caminhavam pelas ruas e que, geralmente, ficavam com celulares à mostra. Era este o perfil das vítimas de Luís Henrique Miziara, 28 anos. A Polícia Civil, por meio da Central de Polícia Judiciária (CPJ), afirma que ele é o autor de, no mínimo, 12 roubos entre os dias 21 de fevereiro e 30 de março (veja no quadro abaixo). Há indícios ainda de que o número de vítimas pode passar de 20.
De acordo com o delegado Eduardo Herrera, o prejuízo estimado na somatória de crimes é de cerca de R$ 20 mil. "Para se ter uma ideia, um dos telefones levados é avaliado em R$ 3,5 mil", destaca.
O homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) na noite do último dia 30. Ele teria tentado roubar uma mulher no Jardim Estoril e havia conseguido assaltar uma outra vítima na Vila Universitária. Abordado por equipes da 1.ª Companhia, ele não obedeceu ordem de parada e fugiu. Contudo, os policiais militares conseguiram capturá-lo.
Desde sua prisão, começou o trabalho para ligá-lo a demais crimes semelhantes. Segundo o delegado Herrera, Luís Henrique sempre agia sozinho. Ele utilizava uma moto preta para observar suas "presas". Passava por elas e, em seguida, retornava anunciando o crime.
"Ele usava um revólver escuro que, depois, foi constatado que era um simulacro de arma de fogo. Durante a abordagem, era calmo e praticava ameaças", declara.
| Samantha Ciuffa |
![]() |
| Delegado Eduardo Herrera: “É inquestionável que a conduta do autor inflacionou as estatísticas de roubos na cidade” |
Herrera explica que foi preciso intensa e minuciosa pesquisa de análise criminal, perfil do autor e do modo de operação para chegar até o acusado. É que ele, por vezes, usou artimanhas na tentativa de enganar os policiais. As investigações apontam que, além de pintar um capacete branco de preto, Miziara chegou a utilizar, em um dos crimes, uma bolsa do tipo entregador de pizza.
DENTIÇÃO
O que Luís Henrique Miziara não esperava é que um detalhe fosse decisivo para que ele fosse relacionado aos vários casos. Algumas vítimas observaram que ele tinha a "dentição ruim", o que colaborou para a descoberta da ligação entre os casos. Assim, já acabou reconhecido formalmente por 12 crimes.
De acordo com Herrera, o acusado é usuário de drogas e esta era a "mola propulsora" dos crimes. Ele roubava os aparelhos celulares para usar como moeda de troca.
Justamente pela frequência dos crimes, a polícia afirma que é "inquestionável que a conduta do autor inflacionou as estatísticas de roubos na cidade". "A divulgação da imagem do investigado é fundamental para elucidação e constatação de outros casos, inclusive de vítimas que não registraram ocorrências, como dois casos já constatados", conclui o delegado Eduardo Herrera.
![]() |


