Tribuna do Leitor

Não julgue, ajude

Roberta de Cássia Moreto - Estudante do último ano de psicologia
| Tempo de leitura: 1 min

Ei, você! Antes de tirar suas próprias conclusões, leia na íntegra o que vem a seguir. É extremamente desagradável ver o ser humano julgando o próximo sem ao menos saber quem é.

É fácil dizer que aquele adolescente que tentou tirar a própria vida, que se automutilou, que desejou morrer é tudo frescura ou porque queria 'se aparecer', ou ainda porque faltaram umas "surras" dos pais.

É fácil dizer que esse mesmo adolescente entrou num jogo chamado "Baleia Azul" porque não tinha o que fazer.

Difícil é para você ter o mínimo de empatia e buscar entender os motivos que levaram aquele adolescente a cometer o suicídio. Motivos os quais podemos resumir em depressão, ou, em outras palavras, sentimentos e problemas. Você pode dizer que todos nós, sem exceção, temos sentimentos e problemas, mas jamais pode garantir que todos temos as mesmas reações, expressões e comportamentos, com determinados sentimentos e problemas.

Quer um exemplo? Sabe aquele filme, o qual eu chorei de soluçar, pois achei muito lindo e triste, que você também assistiu, mas não chorou e não expressou nada? Pois é. Cada um de nós temos maneiras distintas de sentir e expressar, de relacionar, e de lidar com cada sentimento ou problema. Esse foi só um exemplo.

Então, ao invés de julgar sem antes saber, antes de rotular ou criticar aquele adolescente, ou qualquer outro que possa estar passando pela mesma situação, o qual já está cansado dessas mesmas atitudes, tenha empatia, tenha compaixão, o mínimo de ajuda que você pode oferecer, pode fazer uma enorme diferença. Ou será que esse espírito de ajuda ao próximo está só nas épocas de final de ano e de Páscoa?

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