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Bauru se une contra 'Baleia Azul'


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Douglas Reis
Reunião realizada no Gabinete da Prefeitura reuniu secretários e profissionais da imprensa

Representantes de veículos de comunicação de Bauru, incluindo o JC e a 96FM, participaram de reunião no Gabinete do Prefeito, ontem, para discutir a formatação de uma rede de ações preventivas e de conscientização sobre os riscos de "jogos macabros" das redes sociais, principalmente o "Baleia Azul".

Estiveram representadas na reunião ainda as rádios 94FM, Auri Verde AM e Unesp FM; as TVs Record, Preve e Unesp; e a Imprensa da Câmara Municipal, que conta com canais de rádio e TV. Pela prefeitura, participaram os secretários Isabel Miziara (Educação) e Luiz Fonseca (Cultura), e o coordenador de comunicação, Roberto Pallu, com a equipe.

O objetivo da reunião foi discutir protocolos de trabalhos a serem aplicados nos bastidores, junto a educadores, pais, e alunos e até a forma de abordagem da questão pela própria mídia. Foi consenso o sentimento do cuidado que a imprensa já está tendo na linha editorial com a abordagem do assunto.

Um dia antes, conforme noticiado pelo JC, o prefeito Clodoaldo Gazzetta convocou as secretarias de Educação, Saúde e Bem-Estar Social a desenvolverem ações voltadas à conscientização e prevenção.

PROTOCOLO DE AÇÕES

Em consequência, no âmbito da prefeitura, após avaliação, definiu-se pela formatação de um protocolo de ações que será aplicado junto a alguns serviços municipais. Tal sistematização ficará centralizado na Secretaria de Educação e contará com parceria de outros segmentos educacionais e da própria imprensa.

O foco do trabalho será a sensibilização, ou seja, como identificar e agir com possíveis alterações comportamentais de jovens que podem estar sujeitos a se enquadrarem no público-alvo desse tipo de "jogo". Do ponto de vista pedagógico, o simples proibir pode aumentar a curiosidade do jovem.

Nesse sentido, a Secretaria de Educação já definiu duas palestras (veja no quadro ao lado) no intuito de capacitar educadores para não só trabalharem a questão junto a pais e alunos, mas também atuarem como agentes multiplicadores.

Outras ações que saíram da reunião foram: produção de material informativo e envio de orientações para as escolas; carta aberta aos pais sobre o "jogo"; ações na área da psicologia educacional (orientadas pela professora Patrícia Bodoni, da Anhanguera); atuação de alunos estagiários do curso de psicologia da Unesp em orientações sobre bullying e o resgate de valores, voltado a alunos e professores em horário de ATPC; e ação com os grêmios estudantis, com objetivo de conscientizar os adolescentes sobre a valorização da vida.

E mais: envolvimento dos conselhos escolares para mobilização da comunidade escolar; envolvimento dos meios de comunicação na disseminação de informações, abrindo espaço, inclusive, para especialistas; e encaminhamentos para acompanhamento com profissionais, se necessário.

Por aqui

Na região, o alerta surgiu há uma semana, quando o primeiro caso de tentativa de suicídio envolvendo o "jogo" foi noticiado. Na ocasião, segundo reportagem publicada pelo JC, um adolescente de 13 anos, morador de Jaú, foi socorrido com cortes nos braços.

Um dia depois, outro caso registrado, desta vez em Bauru. Um adolescente de 16 anos participante do "game" usou uma lâmina de apontador para cortar várias partes do rosto e revelou estar disposto a se matar, conforme o JC noticiou.

Na última terça-feira, outra tentativa de suicídio envolvendo o "Baleia Azul" em Bauru: um garoto de 17 anos ameaçou se jogar de um viaduto sobre a Marechal Rondon (SP- 300), que dá acesso ao bairro Colina Verde, mas foi salvo pelos bombeiros.

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