Regional

Prefeitura de Reginópolis parcela dívida com o hospital de Pirajuí

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Prefeita Carolina Veríssimo, a 'Carola', irá parcelar em 8 vezes dívida com Santa Casa de Pirajuí

Com autorização da Câmara, a Prefeitura de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) irá parcelar dívida de quase R$ 200 mil com a Santa Casa de Pirajuí referente ao custeio dos serviços de urgência e emergência para pacientes da cidade. Conforme divulgado pelo JC, o débito levou o hospital a restringir por uma semana o atendimento à população do município vizinho (leia mais abaixo).

Desde janeiro, alegando questões técnicas, administrativas, financeiras, jurídicas e burocráticas, o Executivo de Reginópolis não vinha repassando o valor mensal para o PS de Pirajuí. O diretor jurídico do município, Ruy Arruda, diz que se expressou mal em entrevista recente ao dizer que "o convênio ainda não estava autorizado pela Câmara", dando a entender que a Casa era culpada pelos atrasos.

De acordo com o advogado, o projeto da prefeitura pedindo autorização dos vereadores para o pagamento parcelado da dívida com a Santa Casa deu entrada no Legislativo apenas nesta semana. "O envio do projeto citado ocorreu somente após a reunião com o Ministério Público (MP), ou seja, dia 25 de abril (terça-feira), e foi aprovado na data de anteontem (27) por unanimidade", esclarece.

Arruda explica que o município irá dividir o débito de R$ 199.200,00 em oito parcelas de R$ 24.900,00, que serão pagas entre maio e dezembro. "Ficou acordado com o provedor que o primeiro pagamento se daria dia 2 de maio", declara. Segundo o diretor jurídico, a prefeitura continuará fazendo os repasses mensais devidos para garantir o atendimento de urgência e emergência à população.

FILTRAGEM

Conforme divulgado pelo JC, sem receber desde janeiro o repasse mensal da Prefeitura de Reginópolis para o custeio dos serviços de urgência e emergência aos pacientes da cidade, o PS da Santa Casa de Pirajuí passou a filtrar o atendimento aos moradores da cidade vizinha.

Por uma semana, casos ambulatoriais deixaram de ser atendidos e pacientes urgentes passaram por triagem. Uma enfermeira chegou a registrar boletim de ocorrência (BO) por discordar da restrição no atendimento.

Após intervenção do MP, os pacientes voltaram a ser atendidos normalmente e a prefeita de Reginópolis, Carolina Araújo de Sousa Veríssimo (PMDB), a Carola, ganhou prazo até ontem para regularizar a dívida.

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