Tribuna do Leitor

Brasil falando alemão

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda no começo da madrugada, como de "costume", perdi o sono e como sempre recorro à televisão, "costume" que se deve ao fato de eu ter trabalhado quase 30 anos no período noturno, isso em uma das unidades de tratamento de objetos dos Correios, este do qual me orgulho muito e onde sigo hoje, na área administrativa, mediante uso de um ainda possível recurso, de reabilitação profissional feito pelo INSS.

Mas voltando à TV e à "vida inteligente na madrugada", nessa pude perceber que os problemas do sono não serão inerentes apenas aos que, como eu, tenham por demais forçado seu relógio biológico, mas se estenderá também a muitas outras pessoas da população brasileira.

Sobretudo, por essas mudanças nas leis trabalhistas e possíveis futuras que serão instaladas na Previdência Social, referentes às leis de aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

Entre a votação na Câmara dos Deputados, também pude ver convidados e repórteres da Globo News darem seus pareceres, sobre os ganhos que teria o País e toda a classe trabalhadora teria com a criação de vagas de trabalho no mercado, para o grande número de desempregados no País, sem se importar, é claro, com a qualidade destes, pois ninguém tem argumento contra a fome e outras necessidade básicas.

Mas querendo seguir a nova ordem mundial (que não estamos vendo uma mudança exatamente para melhor), pois talvez mesmo não se teria como não haver tais reformas, tanto trabalhistas quanto as complementares da Previdência social. No entanto, fica aqui apenas alguns questionamentos, que não são, com certeza, de nenhum "suprassumo" das áreas socioeconômicas. No entanto, será que precisaria sê-lo para tal?

Essas reformas que estão para se concretizar não seriam mais crédulas e legítimas somente depois do fim das apurações da Lava Jato? Nossos governantes que estão dando o sim para as reformas teriam moral para mexer em leis que vão colocar em xeque a vida de tantos brasileiros? Por que (que me ajude aqui o Sr. Lima Verde) mudanças tão importantes a "toque de caixa"?

Ainda na Globo News, um especialista no assunto usou ou mesmo ousou a comparar nossas leis com as da Alemanha. Mas como comparar nossos políticos e nossas leis com as dos germânicos, pois bastaríamos comparar Ângela Merkel com Michel Temer. Bem, melhor parar por aqui, mas, pensando melhor, o munda dá voltas e nada como as experiências amargas para tirarmos delas boas lições. Afinal de contas, Adolf Hitler falava alemão.

Bom (guten tag) dia!

 

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