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Núcleo de Saúde será desativado em Bauru

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Situado na quadra 13 da avenida das Bandeiras, Núcleo de Saúde da Vila Dutra será desativado

O Núcleo de Saúde da Vila Dutra, em Bauru, será desativado até junho e o atendimento, transferido para outras duas unidades próximas. Recentemente, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) identificou irregularidades no local, que funciona em prédio alugado pela prefeitura.

Secretário Municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, se reuniu com o Conselho Gestor e os funcionários do Núcleo. O objetivo foi discutir a migração para a Unidade de Saúde da Família (USF) da Vila Dutra e para a Unidade Básica de Saúde (UBS) Jussara-Celina, na quadra 23 da rua Bernardino de Campos, na região da Vila Dutra.

Fogolin explica que todos os funcionários da unidade serão transferidos para a UBS Jussara-Celina, cuja inauguração será antecipada, justamente, por conta dos problemas com o Núcleo da Vila Dutra. Os servidores terão a jornada ampliada, com o intuito de atender a nova demanda - além da Vila Dutra, a UBS ficará responsável pelo Jardim Celina, Parque Viaduto, São João, Joaquim Guilherme e Sabiás.

Já a USF da Vila Dutra receberá o reforço de uma equipe completa - médico, enfermeiro, assistente social, entre outros. O grupo será contratado mediante um convênio entre o município e a Sorri. Os agentes comunitários, por sua vez, serão admitidos via Fundação Regional de Saúde.

IRREGULARIDADES

Conforme o JC já noticiou, o TCE identificou irregularidades em duas unidades de saúde de Bauru, no dia 30 de março, sendo que o Núcleo da Vila Dutra era uma delas e a situação beirava o caos.

Entre os problemas, o órgão constatou: os prontuários, que deveriam ser computadorizados, estavam armazenados dentro do box do banheiro; a sala de espera estava em um ambiente externo, deixando os pacientes expostos ao frio e à chuva; o tempo de espera girava em torno de três a quatro horas - sendo que o posto trabalha com agendamento; não havia fraldário; o banheiro era unissex; não havia licença da Vigilância Sanitária, nem do Corpo de Bombeiros; e a sala de esterilização funcionava junto à de curativos.

Na época, Fogolin já havia revelado a intenção de desativar o local e transferir o atendimento.

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