Após oito dias de greve, os funcionários dos Correios retomaram as atividades na última sexta-feira, mas, até essa terça-feira (9), a entrega de correspondências e encomendas ainda não havia sido normalizada, segundo informou o Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de Bauru e Região (Sindecteb).
Entre as reivindicações, a categoria lutava contra a privatização da empresa, a suspensão das férias dos trabalhadores, o fechamento das agências e a distribuição alternada, que levaria o mesmo carteiro a fazer entregas em bairros diferentes.
Conforme o Sindecteb e a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares de Comunicações (Findect), os funcionários de Bauru e região decidiram pelo fim da greve em assembleia realizada no último dia 4, após a presidência dos Correios concordar em manter as férias dos empregados pelo menos até junho, período em que o tema será rediscutido. Também suspendeu a distribuição alternada de correspondências por tempo indeterminado, com a promessa de abrir negociação sobre as regiões onde a medida já havia sido implantada.
Ainda de acordo com as duas entidades, a presidência garantiu que a empresa não será privatizada. O Sindecteb e a Findect informaram que boa parte dos objetos que estava represada nos centros de distribuição dos Correios já foi entregue, mas não há previsão sobre a normalização do serviço. Os trabalhadores que aderiram à greve terão 60 dias para repor as horas paradas.
A assessoria de imprensa dos Correios informou que a paralisação de empregados dos Correios chega ao fim em todo o Brasil. E acrescentou que estão funcionando com normalidade em todo o Brasil. Levantamento realizado mostra que 99,85% do total de empregados dos Correios já está trabalhando.
De acordo com a nota oficial da empresa, desde o início da paralisação, os Correios colocaram em prática um plano de continuidade de negócios, estabelecendo ações de contingência para amenizar eventuais impactos à população. Entre as medidas estão o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, contratação de mão de obra temporária e realização de mutirões nos fins de semana.
Na maioria das localidades, a carga em atraso deve ser normalizada ainda esta semana. Nos Estados onde ainda houver carga represada, as ações contingenciais continuarão a ser adotadas até que as entregas sejam normalizadas.