Tribuna do Leitor

A folga das empresas

Por Fernanda Girote Chiodi | estudante
| Tempo de leitura: 1 min

O assunto terceirização vem sendo bastante comentado. O Projeto de Lei (PL) 4.302/1998, cuja aprovação ocorreu dia 22 de março pela Câmara dos Deputados, tomou conta dos debates entre sociólogos trabalhistas, professores, doutores e qualquer pessoa que esteja ligada ao que está acontecendo.

Ao assumir definitivamente a Presidência da República, Michel Temer fez um pronunciamento para defender uma proposta de modernização da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que, segundo ele, garantiria a manutenção do emprego e a geração de novos postos de trabalho. O governo de Temer disse que "A CLT será atualizada com o objetivo de simplificar, para que a interpretação seja a mesma para o trabalhador, o empregador e o juiz.".

Entretanto, essa nova lei da terceirização só é beneficiária para o patrão. De acordo com Ruy Braga, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em sociologia do trabalho, o discurso do Presidente é uma falácia. A intervenção nos direitos trabalhistas é a via que o empresariado brasileiro encontrou para preservar lucros diante de uma grave crise econômica.

A terceirização ocorrerá sempre que houver a necessidade de uma redução de custos, o que acarretará na diminuição do salário do empregado e uma situação precarizada.

Portanto, a aprovação da lei prejudica as condições do trabalhor brasileiro, o qual terá seu pagamento decrescido, passará a ser tratado como uma empresa e viverá na constante incerteza sobre sua estabilidade no emprego.

 

Comentários

Comentários