Economia & Negócios

Como controlar as finanças da empresa

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Economista Fernando Benjamin demonstra que é possível organizar as finanças seguindo algumas orientações básicas

É possível enfrentar a crise econômica atual sem comprometer o equilíbrio financeiro de uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte? Para o especialista em gestão financeira e de risco Fernando Benjamin, os gestores poderão manter bons resultados mesmo diante das adversidades seguindo algumas orientações, sobretudo ao fluxo de caixa e à reserva de capital.

O especialista explica que um dos segredos do controle financeiro empresarial está na manutenção de um capital de giro. "Quando a empresa não consegue fazer esse encaixe de receber do cliente antes de pagar a matéria-prima, ela tem necessidade de ter um capital de giro para poder suprir essa falta do caixa, para poder dar um prazo para vender", explica.

De acordo com Benjamin, o gestor também precisa conhecer quais são os custos fixos de sua empresa, como luz, água, telefone e funcionários. "Uma das coisas que a gente tem que ter mais ciência é quanto é meu custo e quanto que eu tenho que vender para poder suportar isso", afirma. "É o fluxo de caixa. Você tem que vender para suportar os seus custos".

Para que esse planejamento dê certo, o especialista ressalta que o empresário deverá levar em conta algumas variáveis. Ele cita como exemplo os recentes feriados, que "encolheram" as semanas, impactando de forma negativa na economia. "Você tem que ter um caixa para suportar esses períodos e meses de sazonalidade, que são de menores vendas", diz.

ESTRATÉGIAS

Planejar as compras para conseguir melhores preços, antecipar pagamento de fornecedores para obter descontos e priorizar a liquidação das dívidas também são estratégias apontadas pelo especialista para melhorar o caixa da empresa. Ele aconselha, ainda, o não uso do cartão de crédito.

"A regra básica é: se tem dinheiro, compra. Se não tem, não compra. Não entra no cartão de crédito e no cheque especial", orienta. "Quando você paga à vista, consegue um desconto maior e não cria um passivo de endividamento que vai ter que pagar".

Outro fator importante é a eliminação de custos desnecessários. "Um grande erro do empresário é que ele começa a reduzir custos quando entra em dificuldade financeira. Na realidade, ele tem que começar a controlar custos quando está em alta", declara. "Se sobrou dinheiro, guarda, aplica, faz um investimento".

TEM LADO POSITIVO?

Na avaliação de Fernando Benjamin, a crise tem um "lado positivo", pois acaba "forçando" os gestores a investir em estratégia, planejamento e criatividade para tentar driblar a redução do poder de compra dos consumidores e a elevada taxa de desemprego. "A crise demanda flexibilidade. Hoje em dia, o consumidor está muito exigente", declara o economista.

"Não dá tempo de você demorar para pensar que está fazendo errado e levar tempo para consertar esse seu erro. Tem que ser muito rápido. Se você toma uma decisão e essa decisão não está funcionando, você tem que ter flexibilidade e ferramentas que apontem aonde está acontecendo o problema para você mudar o foco imediatamente", conclui.

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