| Polícia Civil/Divulgação |
![]() |
| Gado era laçado e abatido ainda no pasto da unidade prisional |
A Polícia Civil de Bauru, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG), esclareceu uma onda de furtos e abates de gado ocorridos no Centro de Progressão Penitenciária 3 (CPP 3, o antigo IPA). As investigações apontam que José Antonio Maximo de Oliveira, 37 anos, Moisés Aparecido Paulino, 27, Uilson Mistrini dos Santos, 21, presos nessa sexta-feira (26), são responsáveis por, ao menos, 11 ocorrências. O prejuízo estimado é de R$ 60 mil.
De acordo com o titular do SIG, Richard Serrano, os crimes estão ocorrendo no pasto da unidade prisional há aproximadamente um ano. "Os indivíduos comparecem em cavalos e carroças no período noturno, rompem a cerca, laçam bovinos e ovinos, os matam e retiram carne ainda no pasto", explica o delegado, complementando que também há outros relatos de furtos e abates em propriedades rurais na região do IPA.
Na manhã dessa sexta (26), por volta das 5h, um sitiante percebeu um trio rondando o local. Os indivíduos estavam com uma égua e a amarraram na cerca - já rompida - do CPP 3, na parte interna. "Como os indivíduos perceberam o sitiante, um deles fugiu e outros dois se esconderam em uma mata", narra Serrano.
A segurança do CPP compareceu ao local, constatou o rompimento da cerca e encontrou a égua. "Um segurança percebeu que os dois indivíduos estavam fugindo".
Equipes de apoio da unidade foram acionadas e conseguiram deter Moisés Paulino e Uilson dos Santos. Foi feito contato com a SIG, que já investigava a onda de furtos de gado. "Os policiais foram até o local e, em conversa com os dois indivíduos, eles deram desculpas evasivas sobre o que faziam ali. Depois, acabaram confessando que o homem que havia fugido era o 'Dé'".
"Dé" é o apelido de José Antonio Maximo de Oliveira, que, segundo o delegado Richard Serrano, também já era alvo de investigações da Polícia Civil. "Inclusive, a casa dela já havia sido localizada".
Com apoio da PM, os policiais do SIG foram até a residência de José, onde ele foi preso. No imóvel, foram apreendidos ainda uma balança para pesagem da carne, faca, torquês para corte da cerca, selas de montaria e laços para amarrar animais. "Moisés e Uilson foram interrogados e negaram qualquer participação nos crimes, mas confirmaram que as carnes dos animais abatidos era vendida por 'Dé' a moradores do Parque Jaraguá", conclui o delegado.
O trio foi preso em flagrante pela tentativa de furto qualificado com concurso de duas ou mais pessoas e destruição de cerca. Também foi pedida a prisão preventiva dos acusados. Em tempo: a égua foi recolhida pelo Centro de Controle de Zoonoses.
| Polícia Civil/Divulgação |
