Tribuna do Leitor

Atendimento Participativo

Rafael Ramos Teixeira (historiador)
| Tempo de leitura: 1 min

Os postos de saúde dos bairros geralmente têm como público usuário mulheres e crianças, passando despercebido a ausência de homens e pessoas com poder aquisitivo maior. E isso é um erro. Os homens sempre adiam as consultas e as pessoas com poder aquisitivo maior não procuram atendimento nos bairros.

As pessoas mais abastadas contribuem de maneira igual a outras, quando não mais, para a saúde pública. Portanto, devem procurar o posto de saúde mais próximo de sua casa como qualquer um. Principalmente pelo fato de serem pessoas com melhor conhecimento de seus direitos e por isso podem manifestar-se, se necessário, e pedir melhoras no atendimento.

Já os homens fogem constantemente dos médicos. Ou por falta de tempo, ou por não levarem a saúde a sério. Exames de rotina não são feitos e quando fazem é de urgência e última hora. Portanto, não só as mulheres e crianças devem ir ao posto. Mesmo porque há até dentistas disponíveis.

Sabe aquele "exame de rotina" ou o conhecido como "check-up"? Podem ser feitos no posto, prevenindo muitos males e colaborando para uma saúde de melhor qualidade para os cidadãos. Quanto maior a diversidade dos pacientes, melhor será a qualidade do atendimento.

 

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