O término do período tende ao silêncio, luminosidade cai. A enxada encerra o expediente e descansa no ombro, há uma sintonia de tons amadeirados, causados pelo astro do dia.
Cães alarmam o regresso, cumprimentam-se, patas encardidas e mãos fétidas pelo manuseio do fumo.
Lança no terreiro, a quirela, aguardada pelas galinhas, vestígios do cereal, permanecem nas irregularidades palmares, efeito do contato íntimo com o cabo.
O chiqueiro grita, integrantes aglomeram e disputam os pontos do trato.
No momento que a camisa se desprende do corpo, a batuta do regente, cala as aves, insetos e anfíbios assumem a sinfonia.
A chaminé demonstra pontualidade, fragmentos de carnes e vegetais familiares, são postos à mesa, pelo avental sujo de lenha.
No repouso do banco a digestão se distrai, com o cenário que orbita o lar, a queda da brasa, e a fumaça que flutua sem traço.
A Lua assume a vigia.