Foi esta a conclusão a que chegaram as mulheres participantes da IV Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), em 2015. A militarização da vida tem atingido sobretudo o cotidiano das mulheres, concluíram no X Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, em Maputo, Moçambique (outubro de 2016).
No Congo, uma guerra que durou quase 20 anos fez cerca de 6 milhões de vítimas, sobretudo mulheres e crianças. Em Bukavu, no ex-Congo belga, onde a violência contra mulheres recrudesceu com a guerra, várias mulheres foram enterradas vivas.
Por isso, em 2010, na Terceira Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, foi concluído em Bukawu um grande gesto de solidariedade das mulheres do mundo para com as do Congo. Há 20 anos, a guerra que assolou Rwanda, prendeu, espancou e estrupou milhares de mulheres. Frutos desses estupros, 200 mil crianças foram geradas, mas não recebem proteção porque não são consideradas sobreviventes de guerra. Várias delas morreram na travessia em direção a Lampedusa.
Inventando guerras, lucram as indústrias de armamentos que, só em 2012, venderam bilhões de dólares em equipamentos militares: - General Dynamics (EUA): por 20,9 bilhões de dólares - Raytheon (EUA): vendeu 22,5 bilhões de dólares - BAE Systems (Reino Unido): 26,9 bilhões de dólares - Boeing (EUA): a empresa, conhecida pelos aviões comerciais, vendeu 27,6 bilhões de dólares - Lockheed Martin (EUA): maior fornecedora de equipamentos militares do Pentágono, a empresa vendeu 36 bilhões de dólares, dentre outras.
A genocida OTAN (Organização para o Tratado do Atlântico Norte) é a maior força multinacional a serviço do império estadunidense. Com uma operação aérea na Yugoslavia, em 1999, matou mais de 200 mil civis. Para se apossar do petróleo e gás, a OTAN segue destruindo a Síria, provocando milhões de mortos e desabrigados que tentam se refugiar, inclusive no Brasil. Pouco se fala nos ataques ao Iêmen, mas o genocídio se acelera. Mulheres e crianças são as mais atingidas.
A militarização atinge a vida das mulheres cada vez com mais intensidade. Por isso, a Marcha Mundial das Mulheres convida a todas a realizar ações pela Paz, contra a guerra. Do nascer ao pôr do sol, serão 24 horas de ação de solidariedade feminista em todo mundo. No Brasil, das 12h às 13h, será transmitida, ao vivo, pela inte