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A hora e a vez das renováveis

Ítalo Freitas Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar do cenário econômico ainda desfavorável, as fontes de energia renováveis continuam crescendo no Brasil. Segundo recente boletim do Ministério de Minas e Energia (MME), as renováveis apresentaram crescimento médio de 2% e hoje representam mais de 40% na matriz energética nacional. Desse total, quase 5% dizem respeito à energia eólica.

E há sinais de novos investimentos e novas oportunidades a caminho. O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) autorizou o financiamento de projetos de energias renováveis em alguns sistemas isolados, como a região Amazônica.

Tudo isso porque a tendência de crescimento de renováveis, semelhante ao que já assistimos acontecer em outros países, parece ser um caminho sem volta. E que não será privilégio apenas de grandes consumidores, como muitos imaginam.

Há cinco anos, falava-se que as renováveis iriam demorar para ganhar escala no País, por conta dos custos dos equipamentos acessórios que as plantas demandavam. Mas quem apostou nessa demora foi surpreendido. A cadeia produtiva entendeu rapidamente a oportunidade e começou a se adequar ao mercado brasileiro.

Em 2050, de acordo com projeções do MME, 18% dos domicílios no Brasil contarão com geração fotovoltaica, o que representa 13% da demanda total de eletricidade residencial.

Também conhecida por geração distribuída, essa fonte já tinha quase 8 mil ligações residenciais no País, em janeiro deste ano, ainda segundo o Ministério.

E quem decidiu não esperar 2050 chegar e já incluiu geração solar e eólica em seu portfólio, considerando soluções inovadoras sob medida para cada demanda, foi visionário.

Valer-se da trajetória sólida de gerador de usinas hidráulicas e expandir sua atuação para outras fontes, até como estratégia de diversificação da matriz energética e consequente redução do risco hidrológico, é uma questão de olhar o negócio sob a perspectiva do cliente, que busca energia confiável e com baixo custo não só para ele, mas também para o meio ambiente.

Também é reconhecer cartas que já estão sobre a mesa. É inegável: o Brasil é rico em capacidade de geração eólica e solar. Enquanto o mercado está em consolidação, temos que aproveitar para dar os passos que faltam em direção à maturidade de uma matriz energética diversificada e com alta confiabilidade, pronta para atender um mercado cada vez mais exigente.

É preciso qualificar mão de obra, investir em pesquisas e no desenvolvimento de novas soluções e tecnologias, além de criar regulamentações que ajudem a impulsionar mais e mais novas oportunidades de negócio. Empresas, universidades e Governo estão trabalhando, juntos, nessa direção.

Cabe a nós, profissionais de companhias globais, liderarmos esse movimento, que promete transformar para sempre o setor elétrico brasileiro.

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