Tribuna do Leitor

A ficção e a realidade

Marcos Vieira da Silva, Iacanga
| Tempo de leitura: 1 min

É engraçado como nem sempre o velho chavão "a vida imita a arte", ou vice-versa, pode ser considerado verdade absoluta. Tomemos como exemplo a situação reinante na cidade do Rio de Janeiro, violenta por demais, como é, aliás, do conhecimento amplo, geral e irrestrito.

Nela, temos dois enfoques, o ficcional e o real, ambos todavia convergentes para um único ângulo, o da total falta de segurança. Enquanto na novela global das 21 horas, "A Força do Querer", da talentosa Glória Perez, a atriz Paolla Oliveira (linda, como sempre!) "brinca" de ser uma major da PM marrenta, corajosa, que encara as barras mais pesadas, como a recente sequência do tiroteio, em meio ao qual a personagem Ritinha entrava em trabalho de parto dentro de um táxi, e onde ela chegou empunhando uma arma de grosso calibre, na vida real a gente está cansado de saber que as coisas não são bem assim, pois a força policial da ex-cidade maravilhosa, ante o atual quadro de beligerância que paira sobre a antiga capital do Brasil, encontra-se desmotivada, com salários nem sempre pagos em dia, e cujas armas estão muito aquém do desejado, enquanto os meliantes, ah, esses estão muito bem armados...

Assim, convenhamos que torna-se uma missão espinhosa e quase impossível manter a paz, já que existe uma imensurável distância entre a ficção e a realidade.

 

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