Estive neste domingo próximo passado no Aeroclube de Bauru para ver a grande festa que trouxe muita gente de Bauru de outras regiões e até estados outros.
Tanta gente que o espaço ficou pequeno, mas valeu a pena, principalmente pela atração mais esperada, a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, que dispensa mais comentários.
Meio sofrido, confesso, devido ao aperto num mar de gente, mas o que eu vi foi também muita educação do público presente e, mais, para ver o espetáculo bastava erguer os olhos para o céu. Oportuno também for reencontrar velhos conhecidos.
Levamos, é claro, o quilo de alimento não perecível, para assim colaborar com as pessoas mais necessitadas, e o que vi, apesar de não saber com exatidão, foi muito alimento em caminhão e outros veículos, que bom.
Mas vêm aí mais reflexões e por mais que estivéssemos no meio de um espetáculo fantástico da Esquadrilha, bem como as cores e o pavilhão nacional estampado nas aeronaves que rasgavam um céu de brigadeiro, não dá para esquecer, e se saímos um pouco, temos que pôr novamente os pés no chão.
Um país de tão generoso povo quão rico viver a esmolar alimentos em situação de paradoxal miséria, causada também, ironicamente, por uma das maiores indústria de alimentos do mundo, a JBS.
É de doer e o (ex) país da memória curta levará tempo para digerir os indigestos pseudopolíticos e empresários que não se restringem ao ramo de alimentícios, mas também estendendo-se às empreiteiras de obras, bancos, além das altas esferas jurídicas.
No mais, olhos e orações dirigidas aos céus, os pés no chão e atenção redobradas nas próximas eleições.
Nas urnas, estas que são uma de nossas poucas armas contra bandidos muito bem entrincheirados e preparados que vêm acabando com o Brasil há muito tempo.