Nesses últimos dois meses, fatos relevantes aconteceram na cidade. Não necessariamente na ordem cronológica, marcaram pontos importantes. O padre Luiz Antônio Lopes Ricci foi elevado a bispo, sendo o primeiro filho de Bauru a receber essa distinção religiosa significante. Lançou o livro "A morte social - mistanásia e bioética", onde, no prefácio, consta seu rico currículo acadêmico. Depois apresenta um tema por nós incomum, que pela nossa omissão e inconsciência, decretamos através de nossas ações como, por exemplo, a falta de se preparar convenientemente para escolher nossos representantes políticos, que ao desviarem recursos determinam essa "morte anunciada e previsível", relegando a segundo plano a saúde pública que deveria assistir aos mais necessitados.
Assim como saneamento básico, níveis escolares mais expressivos que resultariam em mais qualidade de vida e não o seu abreviamento. Trata também da bioética lançando luz sobre esse tema que deveria ser mais discutido. Hoje, todos pedem ética, mas poucos a praticam plenamente.
Bauru não terá mais sua concorrida missa aos domingos às 12h15, que possibilitava aos trabalhadores vespertinos e noturnos do sábado assistirem à celebração antes de voltarem ao serviço do domingo.
Embora sem, infelizmente, um maior impacto para a população bauruense, pude assistir a duas apresentações maiúsculas, na Paróquia Universitária Sagrado Coração, dos projetos gerenciados pela Secretaria da Cultura Municipal. A Orquestra Sinfônica de Bauru e a Orquestra de Jovens do Projeto Guri. Este último composto essencialmente de jovens músicos que se interessam pelo aprendizado dessa sublime arte que faz nossos pensamentos flutuarem numa sensação incrível de transcendência. A Orquestra Sinfônica é referência e modelo nacional de formação de jovens músicos .
A maestrina Sônia Berriel, com seu projeto cultural chancelado pelo padre Júnior, faz daquela igreja, cuja excelência acústica foi elogiada durante uma apresentação do renomado pianista João Carlos Martins, uma aproximação entre a arte e o público ouvinte. Uma frase, lida quando jovem, está sempre na minha mente: "O músico é o médico da alma".
Também notável foi a eletrizante disputa e conquista do time masculino de basquete trazendo a taça de campeão brasileiro e divulgando a cidade para todo o Brasil e alguns países onde a Sport TV transmite eventos esportistas. São fatos engrandecedores que projetam a cidade com desdobramentos impossíveis de serem previstos. Num mundo atual com tantos fatos e momentos desestimulantes, faz-nos bem alternar com situações que nos enchem de orgulho.
Destaco também nesse período a mobilização e a conquista de todos os Lions bauruenses, da doação de uma máquina para diagnóstico de câncer de mama instalada na Maternidade Santa Isabel. Parabéns a todos os acima homenageados e que outros fatos sejam divulgados e prestigiados, pois a vida fica melhor com as diversas ações.
Somos todos que fazem a história da cidade. Temos potencial e material humano para tal.