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NBB (Nosso Biro do Basquete)

Sinuhe Daniel Preto
| Tempo de leitura: 3 min

Chega, como todas sextas e sábados, à Boate Camarim a, talvez, mais animada turma de amigos: Eduardo Buccalon, Vitinho Jacob, Sargento, Téo, Bonito e o Biro, às vezes Flávio Zambonato, jogadores de basquete, amigos-irmãos, mexeu com um, mexeu como todos, fraternidade sem igual!

Ao lado de João Cabrera, Adnan e Feres Shahateet, conheci essa contagiante equipe de indivíduos apaixonados pela bola ao cesto, eles eram muito divertidos, engraçados, ousados, mas, sem dúvida, o mais "atirado" era o Biro! Dificilmente via-se o Biro triste, cara só ria, mexia com todos, tinha resposta para tudo com sua voz pausada e seu olhar giratório para todos os lados!

Tempos depois, no Bar & Boite Virô Brasil, fiquei mais amigo do Biro, do Paulinho Razera, o "Anjinho", eles "batiam cartão" na casa noturna, ríamos muito de quinta a sábado, ajudavam na venda de convites, auxiliavam na decoração, nas ideias, contagiavam a todos! Biro sempre rindo, sempre divertido! Eu, Palmeiras; Biro, São Paulo, Tricolor ganhando tudo, ele estava insuportável naqueles idos de 92, 93, até que há a perda da Libertadores de 94 para o Vélez Sarsfield, fui a um "Orelhão" ligar para ele para "encher o saco" dele, tinha certeza de que iríamos brigar, mas o Biro dava risada do outro lado da linha, tentando me ensinar que se tratava de futebol e que ele era meu amigo do mesmo jeito, que não queria briga, pois ele era de paz, era astral, era o Biro!

Cada um seguiu seu rumo, casamento, filhos, reencontrei o Biro em sua agência de publicidade em parceria com o não menos "gente boa" Marcos Riego, incrível como quando o cara é do bem ele só se cerca de gente do bem! Procurei-os para montar uma Rádio Web para transmitir futebol, minha paixão, Biro e Marcos Riego ajudaram-me a criar a "Bolas de Fora", meu filho mais velho e eu íamos à agência à noite para eles transmitirem conosco os jogos da Libertadores e do Brasileiro, era show, como ríamos, Biro pedia pizza, refrigerante, cerveja, ele adorava ver as pessoas felizes!

Sumimos de novo, cada um com sua vida, até que, juntamente com minha esposa, há dois meses, encontrei Biro na Praça da Alimentação do Bauru Shopping, ele aguardava pizzas para sua família, de quem falava com os olhos a brilhar. Em cinco minutos, rimos muito com o Biro, inclusive quando apareceu um jogador da base do Bauru Basquete, incrível o respeito do futuro atleta por ele!

No mês passado, fui ao QG do Bauru Basquete buscar ingressos e, ao abrir a porta, Biro gritou: "Se for palmeirense, vai embora!". Fiquei felicíssimo ao ver o Biro fazendo o que ele amava: BASQUETE! Na outra semana, ele me ligou, perguntando se era "no Panela de Pressão" ou "Na Panela de Pressão". Pensei que era zoeira como sempre, mas era para um anúncio no JC, para variar, rimos!

Sábado passado, no Gigantão de Araraquara, pois na Morada do Sol tem ginásio de esportes, no intervalo encontrei o Biro rindo, ao lado de Regina Tangerino Jacob e do Léo Jacob. Falei para ele que já era, seu trabalho e sonho estavam realizados, que felicidade ele exteriorizava!

Nessa segunda, Biro virou estrela, quiçá "Magic Biro" ou "LeBIROn James", a verdade é que "os bons vão cedo demais". Obrigado, Biro, pelas risadas, pela Noruscaipira, pelo astral, pela rádio, pelo basquete, pelo título, pela amizade! Deus Contigo!

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