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Revolução de 32: um monumento em nova casa e homenagens

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Marcele Tonelli
Monumento da Revolução de 32 em sua nova “casa”: é o pátio do CPI-4 na Vila Antártica
Viatura antiga da Polícia Militar durante marcha épica em homenagem aos combatentes bauruenses da Revolução de 32 com monumento ao lado: “valorizar a história e aliá-la ao modernismo”

Três bauruenses mortos em combate na Revolução Constitucionalista de 1932 foram rememorados em evento, sexta-feira, na sede do Comando de Policiamento do Interior 4 (CPI-4). Como homenagem, o monumento dedicado a eles, que existe desde 1936 no município, e que foi transferido por três vezes de local, ganhou, finalmente, uma casa definitiva. Das imediações do Cemitério da Saudade, foi alocado no pátio da sede do CPI-4, localizado na região da Vila Antártica.

Lembrados, hoje, como nomes de ruas, Alfredo Ruiz, Rubens Fraga de Toledo Arruda e Agenor Meira participavam do front de batalha e foram mortos em 6, 12 e 15 de agosto do ano da revolução, respectivamente.

Em 9 de julho de 1936, o então prefeito de Bauru e médico João Bráulio Ferraz, que também participou da luta armada, entregou à cidade um monumento em homenagem aos soldados constitucionalistas.

Em tempo: a construção foi feita com fundo arrecadado em uma quermesse da comunidade, pelo engenheiro bauruense Heitor de Andrada Campos, ganhador de um concurso que movimentou artistas, inclusive da Capital.

MUDANÇAS 

Inicialmente instalada no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Gustavo Maciel, a construção foi transferida, anos depois, para o quartel do então 4.º Batalhão de Caçadores e retirado na época de construção da Emei Ada Tibiriçá Borro, em frente ao CPI 4. Por proposta do historiador Gabriel Ruiz Pelegrina, em 1997, o monumento foi para as imediações do Cemitério da Saudade, onde ficou até a última semana.

Em conjunto com a Câmara Municipal, com a Secretaria de Obras e de Cultura e com esforço dos integrantes do núcleo de Bauru do MMDC (levante revolucionário paulista que possui as iniciais dos nomes dos manifestantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) cabo Cassiano Pinheiro e do voluntário Joaquim Zagui, a Polícia Militar conseguiu remover o monumento para o local que deve ser sua "casa definitiva", o pátio do 4.º CPI 4.

"Estava escondido. Aqui, finalmente, será enaltecido e não será alvo de vândalos", comenta o coronel Airton Iosimo Martinez, comandante do CPI-4. "É importante resgatar a história para aliá-la ao modernismo. Temos toda a tecnologia a nosso serviço, hoje, mas ela não é nada sem a coragem e o heroísmo do homem", completa o coronel.

A Secretaria de Obras informou que realizará, na próxima semana, o reparo no local de onde o monumento foi retirado, nas imediações do cemitério. 

HOMENAGEM EM VIDA

Na mesma solenidade que rememorou os soldados constitucionalistas, ocorreu uma homenagem aos 26 policiais militares que atuaram na ocorrência de 26 de junho, em Ubirajara, onde foi presa uma quadrilha que atuava na explosão de caixas eletrônicos no Estado. Na ocasião, foram retiradas de circulação sete criminosos, bem como três fuzis, duas pistolas, um revólver, quatro espingardas, dois coletes balísticos e 11 carregadores com munições de calibres variados além de um carro blindado produto de roubo. Eles receberam certificados de gratidão do núcleo de Bauru MMDC e da PM.

Você sabia?

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Atualmente, o dia 9 de julho, que marca o início da revolução, é a data cívica mais importante do Estado. Foram 87 dias de combates, com um saldo oficial de 934 mortos (estimativas extraoficiais reportam até 2.200 mortes) e de danos para várias cidades no Interior do Estado. Apesar da derrota militar do movimento, algumas de suas principais reivindicações foram obtidas posteriormente.

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