Sou vice-presidente da ADPM - Associação Desportiva da Polícia Militar em Bauru - e até que enfim vejo um ato concreto da prefeitura para tentar amenizar um pouco a situação em que se encontram os clubes em Bauru. Há muito tempo estamos sofrendo com a carga tributária enorme que recai sobre as associações, no nosso caso, desde aquele reajuste que houve em 2006 e desde aquela época tentamos diminuir junto a Prefeitura Municipal um valor mais justo do nosso IPTU, sem sucesso. No ano passado houve uma pequena diminuição no valor mensal do IPTU, porém, neste ano a prefeitura já recuperou esse abatimento, ou seja, no ano passado pagamos R$ 6.483,84 mensais e este ano, pasmem, tivemos um reajuste de R$ 4.240,73, ou seja, passamos a pagar R$ 10.724,57 mensais. Agora, eu pergunto: como sobreviver com todos os outros encargos e despesas mensais, com mais esse valor absurdo que nos é cobrado desse tributo?
Na ADPM hoje contamos com a parceria da Associação Bauruense de Desporto Aquático (ABDA), que consiste em aulas de Polo Aquático com 150 alunos e Natação com 350 alunos, mais a Escola de Música com 83 alunos e Canto com 60 alunos, também mantida pela ABDA.
Importante salientar que todas as aulas são gratuitas e voltadas para crianças carentes dos bairros Ferradura Mirim, Geisel, José Regino, Manchester, Redentor, Jd. Carolina, Tangará e mais 5 Projetos, Seara de Luz etc, totalizando quase 700 crianças carentes atendidas diariamente na ADPM utilizando nossa estrutura, piscinas, quadras e salões.
Porém, não sabemos até quando conseguiremos ficar com as portas do clube abertas, não temos mais a quem recorrer, só nos resta esperar para que seja aprovado o projeto para redução do valor do IPTU que estipule um teto para os clubes e que esse "teto" faça a diferença e que também seja facilitado aos clubes o enquadramento para declaração de Utilidade Pública Municipal, o que pela Lei atual é quase impossível. Fica aqui meu apelo para as pessoas que se importam com a nossa querida ADPM ou Grêmio da Polícia, nossos amigos, que lutem por nós e principalmente pelas crianças.