| Marcelo Ferrazoli/Vôlei Bauru |
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| Obter novo patrocinador máster é apontado por Adriano Pucinelli como o principal desafio do Vôlei Bauru para credenciar a equipe a se fortalecer e brigar por títulos |
O que não faltam são desafios a serem superados pelo Vôlei Bauru na temporada 2017-2018, que se iniciou nesta semana com a participação nos Jogos Regionais de Lençóis Paulista. A começar por um dos mais fundamentais e importantes: a obtenção de um novo patrocinador máster, posto ainda não ocupado por outra empresa desde o anúncio da saída da Genter Soluções em Recursos Humanos como principal financiadora da equipe bauruense.
Este é só um deles lembrado pelo presidente do Vôlei Bauru, Adriano Pucinelli, que ainda projeta outros desafios à vista da equipe bauruense: as tentativas de reforçar ainda mais o elenco, especialmente nas posições de líbero - com a dominicana Brenda Castillo sendo o principal alvo - e de ponteira, e as disputas de competições que prometem ser muito mais equilibradas em relação à temporada passada, principalmente a Superliga.
Além disso, Pucinelli analisa o atual elenco do Vôlei Bauru, fala sobre as expectativas de resultados e das negociações com Brenda Castillo e a ponteira cubana Yoana Palácios (integrada esta semana ao elenco bauruense) e das ações previstas para trazer o público aos jogos da equipe no Ginásio Panela de Pressão. Confira os principais trechos da entrevista:
JC - Como estão os contatos para obtenção de novo patrocinador máster? A ausência de um apoiador com a cota principal influencia de que maneira na próxima temporada?
Pucinelli - Nossa equipe de marketing está a todo vapor. É uma necessidade do nosso projeto conseguir novo patrocinador máster. Você não consegue fazer esporte em alto nível sem o aporte financeiro e, em que pese tenhamos os nossos patrocinadores, ainda temos a necessidade de novos recursos até para podermos fortalecer o elenco. Estamos com uma base montada, mas ainda temos a intenção de contarmos com duas estrangeiras e, para contar com elas, ainda necessitamos de aporte financeiro. A ausência de um apoiador com a cota principal influencia, sim, na qualificação do elenco.
JC - Em relação ao time da temporada passada, como a diretoria avalia a formação do elenco atual? Está mais forte, no mesmo nível?
Pucinelli - Conseguimos segurar nossas principais jogadoras, nossa base. Ficamos com nossas duas centrais (Angélica e Valquiria), a Juma (levantadora), além das outras meninas, e conseguimos reforços muito interessantes. Então, acredito que tenhamos conseguido fortalecer a equipe quando se traz a Andressa (central) e a Paula Pequeno (ponteira), que são nomes que impõem respeito. Entretanto, entendemos que para qualificarmos mais ainda necessitamos de um ou dois reforços de nível internacional, que é o que estamos buscando viabilizar.
JC - A expectativa é superar os resultados do ano passado? O que dá para esperar no Campeonato Paulista? Dá para pensar em uma final?
Pucinelli - No ano passado, chegamos às semifinais após uma primeira fase bastante irregular e depois de superamos o Sesi nas quartas de final. E, apesar de uma primeira vitória contra o Pinheiros na semifinal, fizemos um segundo jogo muito ruim que nos custou a vaga na final. Para esse ano, nossa equipe é competitiva, mas acredito ainda, lógico que tentaremos quebrá-lo, de um favoritismo de Osasco e Pinheiros. Em um primeiro momento são os dois principais postulantes ao título e estamos correndo por fora.
JC - Bauru vem de grande evolução da primeira para a segunda participação na Superliga. E agora? Chegar até a semifinal ou mesmo final virou uma meta?
Pucinelli - A próxima Superliga será diferenciada. Até o ano passado tínhamos quatro nomes, como o Rio de Janeiro, Osasco, Praia Clube e Minas, como favoritos e nós viemos correndo por fora o campeonato inteiro e bateu na trave para avançarmos às semifinais. Mas esta temporada será um campeonato mais equilibrado. Além das quatro forças citadas e de nós, que terminamos em quinto lugar, o Pinheiros, o Fluminense e o Barueri têm chance de serem surpresas entre os quatro semifinalistas. Assim, há oito equipes que podem figurar entre os quatro primeiros. Vai ser bastante disputado e não tenho dúvida de que será mais equilibrada do que a edição passada.
JC - Em relação ao elenco, como andam as negociações com a Brenda Castillo? Há outra líbero como plano B? Para a ponta, algum nome em vista depois que a vinda da dominicana Brayelin Martinez não foi possível?
Pucinelli - Temos, sim, um plano B. Sabemos que necessitamos de um reforço na posição de líbero e, em um primeiro momento, a ideia era trazer a Brenda. Como também foi o ano passado, é uma negociação complicada e complexa e estamos pensando e viabilizando um eventual plano B. Já sobre a posição de ponteira estamos com boas jogadoras e havendo a possibilidade pretendemos trazer um ou dois reforços ainda. A Palácios, que se integrou ao nosso elenco durante esta semana, é uma jogadora de renome internacional que fez a recuperação aqui da cirurgia no joelho, tem carinho especial por nossa equipe e a recíproca é verdadeira. Ela vai fazer a preparação dela aqui e quem sabe não dará casamento?
JC - Bauru conseguiu uma das melhores médias de público na última Superliga. Para esta temporada, quais ações de aproximação com o torcedor estão sendo pensadas?
Pucinelli - Nosso departamento de marketing está estudando as ações que serão possíveis. Na temporada passada tentamos, e acho que tivemos sucesso, em aproximar não só o público bauruense, mas também o da região e esperamos contar com o apoio de toda a torcida do voleibol de Bauru e grande região. Isso porque, além de fazer a diferença em nível de resultado técnico usando o Ginásio Panela de Pressão como uma panela de pressão, traz retorno financeiro e mais atrativos para se obter novos patrocinadores.
