O ministro da Defesa, Raul Jungmann, reforçou nesse sábado (29) o conceito central de inteligência que norteia a Operação Segurança e Paz, desencadeada na sexta-feira (28) em todo o estado do Rio de Janeiro, envolvendo forças federais e estaduais. “Só a inteligência permite golpear o crime organizado e reduzir a sua capacidade operacional”, disse o ministro, em entrevista coletiva na sede do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, região central do Rio.
Jungmann enfatizou que essa fase inicial da operação, que mobiliza um efetivo de 8,5 mil militares das Forças Armadas, 620 integrantes da Força Nacional de Segurança e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal nas ruas e vias expressas do Rio, é de curta duração. “Nós não vamos repetir o procedimento anterior de longas permanências, realizando patrulhamento, não vamos fazer ocupação de comunidades. Vamos continuar no mesmo diapasão da surpresa. Não vamos anunciar quando iniciaremos e nem quando terminaremos fases dessas operações, mas quero dizer que já estamos preparando a próxima”.
Reconhecimento
O comandante da operação, general Mauro Sinnot, disse que o reconhecimento da área está sendo o principal objetivo das forças federais nessa primeira etapa. “Conseguimos o objetivo de ambientar os nossos militares com a área onde vão atuar e desenvolver os laços táticos com os órgãos de segurança pública, visando o trabalho conjunto em operações futuras”.
O ministro da Defesa saiu neste sábado pela manhã da Base Aérea e sobrevoou a zona central do Rio, onde atuam os fuzileiros navais, passou pelo Arco Metropolitano, guarnecido por militares da 9º Brigada, e ainda por São Gonçalo e Niterói, que se concentram a artilharia da 1ª Divisão de Exército. Também sobrevoou a Linha Vermelha e a Avenida Brasil, onde estão homens da Brigada Paraquedista.
Jungmann agradeceu a população do Rio pela maneira comovente como está recebendo o esforço conjunto dos governos federal e estadual. “É algo tocante ver as manifestações que temos assistido e eu peço que isso forje uma união em prol do Rio de Janeiro”, disse.