Tribuna do Leitor

O Brasil ainda tem jeito?

Cicero Scarpelli
| Tempo de leitura: 2 min

O governo não percebe que as contas não fecham por causa dos altíssimos salários dos servidores (principalmente das estatais): deputados, senadores, ministros etc? O povo não tem mais de onde tirar para pagar essa fatura. Urgem as reformas administrativas, tributárias e política, para reduzir o excesso de funcionários e parlamentares.

Aproveitando o programa de demissão voluntária (PDV) dos funcionários públicos federais, o governo poderia ponderar a proposta do presidente da França, Emmanuel Macron, de reduzir em 50% o Congresso Nacional. A economia cobriria o déficit público por muitos anos. No Brasil, um senador tem direito a ter 50 assessores; um deputado tem direito a ter 25 assessores, conforme o Instituto Contas Abertas. O Congresso Nacional Brasileiro tem um gasto diário em 28 milhões de reais.

Realmente, o PDV promovido pelo Governo Federal deveria ser estendido à politicalha que sangra os cofres da nação. Mas pensando com a cabeça deles, por que perder tanta mordomia quando o prejuízo não sai do próprio bolso?

O nosso país tem jeito, sim. Se lermos o artigo "Um caso de cura de nossa doença", de Fernão Lara Mesquita, publicada no jornal "O Estado de São Paulo", 27/07, pág. 2, poderemos visualizar a saída. Basta seguir modelo norte-americano implantado pelo presidente Theodore Roosevelt, que teve início em 1902 com a inserção dos direitos de inciativa e referendo na Constituição dos EUA. Daí em diante, o projeto foi sendo moldado aos desejos dos eleitores e em 1911 foi incorporado o recall dos governantes, de funcionários públicos em geral e até mesmo de juízes, em caso de condutas indevidas.

Põe-se um ponto final nas mordomias nefastas da estabilidade do emprego público e dos mandatos políticos. Com essas mesmas medidas o Brasil acabaria com a má administração da RES pública, com os conchavos e escoadouros do dinheiro do povo e, assim, poderia voltar de uma por todas aos trilhos. Talvez até se tornasse amanhã uma cópia do que ocorreu nos EUA depois dessas reformas saneadoras.

Segundo Fernão Mesquita, tudo isso "reduziu drasticamente a corrupção e fez dos norte-americanos o povo mais rico e livre da história da humanidade".

Exemplo do Estado de são Paulo, que desde 2014, não reajustam os salários dos policiais militares, pelo menos o índice inflacionário inventando maquiagens como DEJEM, Bônus aos policiais que conseguem diminuir a criminalidade que atuam nas ruas com custo aproximadamente 110 milhões de reais e a maior cortina para não dar sequer um simples reajuste chamado "Atividade Delegada". Como ficam os inativos? O gestor estadual deve explicação ou prestar contas que desde 2014 não houve reajuste. Onde está o dinheiro?

Cartão vermelho para retirar do cargo os que se mostrarem incompetentes ou infiéis aos propósitos do seu eleitorado.

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