Polícia

Mulher é encontrada com feto morto no Centro de Bauru

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

JC Imagens
Portadora de esquizofrenia e acusada de aborto, mulher de 33 anos foi internada nesta quinta-feira na Maternidade Santa Isabel 

A Polícia Civil de Bauru investiga um suposto caso de aborto ocorrido na madrugada desta quinta-feira (10), no interior de um quarto de hotel localizado próximo da Praça Machado de Mello, no Centro.

De acordo com o registro policial, uma mulher de 33 anos, que estava grávida e que foi apontada pela família como portadora de esquizofrenia e usuária de drogas, encontrava-se no quarto do edifício quando passou a chamar a atenção dos funcionários pela agitação, no final da noite anterior.

De acordo com as polícias Militar e Civil, testemunhas disseram ter ouvido barulhos da hóspede e foram até o quarto conferir o que havia acontecido. Ao abrirem a porta, funcionários se depararam com a mulher ensanguentada e com o feto nos braços.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pelo hotel para atender a mulher, porém, ela havia deixado o quarto e foi encontrada pelos socorristas em via pública, segurando o feto.  Na sequência, ela e o bebê foram encaminhados à Maternidade Santa Isabel, que chamou a PM após ela ter sido internada.

Segundo o boletim de ocorrência, ao dar entrada na maternidade, a mulher apresentava agitação, fornecia informações imprecisas, conflitantes e não permitia o atendimento médico. Pelo local, a mesma havia alegado aos médicos que teria feito uso de crack.

A Polícia Civil, por meio do delegado Mário Henrique Ramos, esclareceu, no BO, que a mulher não prestou depoimento ontem porque se encontrava sedada e aguardava atendimento médico. O quarto de hotel onde a acusada ficou hospedada havia sido trancado para que a Polícia Científica pudesse fazer a perícia, porém, nada de ilícito foi encontrado. Aos PMs, familiares da acusada de aborto disseram que ela é mantida como hóspede no hotel, devido ao quadro de esquizofrenia e pelo fato de ela fazer uso de entorpecentes. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como aborto consumado provocado pela gestante.

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