Tribuna do Leitor

Que fazer no feriado?

Prof. José Marta Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Teremos um final de semana prologado pois o "7 de setembro" caiu numa quinta-feira. A pergunta que nos fazem nos dias que antecedem um feriado é: "e aí, vai viajar para onde?". Parece que é obrigatório ter um passeio planejado, como se ficar em casa fosse a pior decisão do mundo. Calma lá, né? Passear tem suas vantagens, mas passar o feriado em casa também pode ser divertido.

Para os que optarem por não viajar, que tal aproveitar para ver um dos filmes em lançamento? São vários: " It - A Coisa"; "Emoji: O Filme"; "Atômica"; "Polícia Federal - A Lei é Para Todos"; "Dupla Explosiva"; "Como Nossos Pais"; "Os Guardiões"; "O Acampamento"; "João, o Maestro", dentre outros. Melhor ainda se seguido de um bom jantar com um bom vinho!

Um amigo médico que convive com tragédias fulminantes sempre me diz que precisamos aproveitar a vida agora, na saúde. Tem razão. Todos conhecemos pessoas que trabalharam muito, sem fazer o que gostavam enquanto podiam, e, ao atingir idades avançadas, não podem porque se tornaram dependentes de profissionais cuidadores ou de pessoas da família. A literatura é rica em crônicas que mostram o abandono no final da vida e de outras (crônicas) de pessoas que são amparadas pela família. Dão dicas de como se pode aproveitar os "feriadões", e todo tempo possível, para estar ao lado daquele que se tornou "seu filho" e que agora não consegue se levantar sozinho. Que fracassa ao tirar suas roupas, que não se lembra de tomar água, de se alimentar, ... , de seus remédios. Um filho precisa ter muito amor para dar um banho, trocar os fraldões ... retirar a "comadre" e o "papagaio" de um pai sem retirar junto a sua dignidade.

É triste ver a prática do desprezo e intolerância entre algumas pessoas, principalmente as mais próximas. Faltam-lhes amor e unidade familiar. Os golpes não são gentis, lançam no chão e parece que um buraco se abre, engole e depois cospe o desprezado para longe. Ao receber uma pancada desnorteante, um pouco da esperança do agredido se perde, a confiança vaza, a boa-fé escorre. Pode ser que se recupere à frente, mas algumas vezes isso não acontece e acaba a sua razão de viver e, principalmente, de sonhar.

Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia. Que fazer nesse feriado? Tudo que nos agrada e pode deixar felizes as pessoas ao nosso lado.

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