| Ana Beatriz Garcia |
![]() |
| Tereza de Almeida Deza reclama dos prejuízos da falta d'água |
Os trabalhos de impermeabilização no reservatório elevado do Geisel tiveram de ser paralisados por falta de equipamentos de segurança. Com isso, os moradores da região estão com o fornecimento prejudicado em determinados períodos.
O reservatório vinha vazando há mais de dois anos e, por isso, a autarquia começou o trabalho de impermeabilização. Contudo, o DAE disse em nota que ainda "está em processo de aquisição de equipamentos de segurança que serão utilizados pelos servidores, que incluem insuflador de ar para trabalho em áreas confinadas e o guincho". E, "em função disso, foi mantido, por um tempo maior que o esperado, o esquema alternativo de abastecimento da parte alta do Geisel, que consiste na interligação diretamente na rede, através de bombeamento e não pelo reservatório".
Para compensar a falta do reservatório, esse bombeamento é suspenso no período noturno, geralmente entre meia-noite e 6h, mas volta ao normal durante o dia. A manobra, porém, não está deixando a população do local contente.
Além do incômodo pessoal de ficar 'na seca', que afeta a rotina doméstica nestes dias quentes, moradores do Geisel também relatam prejuízos. A cabeleireira Tereza de Almeida Dezan, 75 anos, por exemplo, tem seu ganha pão diretamente impactado pelo problema. Com o salão na quadra 4 da rua Venâncio Cabello, ela precisa reservar água para atender suas clientes.
Normalmente, segundo ela, parte da tarde não sai uma gota sequer das torneiras, assim como das 22h30 até as 5h.
E quando a água volta, ainda na madrugada, mais problemas, relata o vizinho e policial militar Daniel Alexandre da Silva, 46 anos. Por conta do grande volume de ar na tubulação, a pressão provoca ruído intenso. Pior: estourou vários canos na casa onde ele mora.
'PEDIMOS DESCULPAS'
Presidente do DAE, Eric Fabris alegou que as bombas são desligadas à noite, por conta da queda drástica no consumo de água, portanto, não justificaria manter os equipamentos funcionando. "Até pedimos desculpas à população por este transtorno, mas entendemos que não é um transtorno significativo, porque durante o dia o abastecimento segue normal", justificou.
