Tribuna do Leitor

Duas ótimas notícias!

Antonio Carlos Azevedo dos Santos
| Tempo de leitura: 2 min

Nesta semana que passou tivemos duas ótimas notícias. A primeira veio de onde ninguém esperava: o anúncio da privatização da Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina e sócia de mamutes hidrelétricos, que vão da velha usina de Itaipu à nova usina de Belo Monte. Sim, o anúncio está entre as medidas mais eficazes que se pode tomar para vencer a corrupção no Brasil. E o motivo é simples: o gigantismo do estado brasileiro, com seus braços públicos por toda a parte, serve como convite à corrupção. Em tornos delas, e particularmente de seu orçamento monumental, é que se constroem os escândalos com empresários, políticos e servidores desonestos que em conjunto sugam o dinheiro público. Basta ver o que ocorreu na Petrobras, a corrupção mais grotesca vista desde a proclamação da República, e nas instituições bancárias (Banco do Brasil, caixa Econômica Federal e BNDES).

A medida acima, ou seja, retirar o estado de áreas em que a iniciativa privada pode assumir o comando, e pode exercê-la como mais eficiência, é uma medida que só ajuda o Brasil a avançar e a se modernizar - além de desmontar a voraz máquina de corrupção encravada na estrutura estatal.

Exemplo? Fernando Henrique Cardoso privatizou a Gerasul que foi adquirida em 1998 pela empresa Francesa Tractebel. Graças a uma gestão profissional e livre de interferência política, esta empresa hoje é a mais valiosa do país no setor elétrico. Hoje a empresa vale quase uma Eletrobras e meia, ainda que a sua capacidade de geração seja apenas 20% da que a estatal brasileira.

Pela avaliação do mercado, não faltarão interessados, como os Grupos Chineses e europeus que já atuam no setor, como também fundos de investimentos americanos e brasileiros. Outro exemplo positivo foi no setor de energia argentino, a entrada do capital privado salvou o país do colapso, subindo a capacidade de geração para 75%.

A segunda notícia vem do Congresso Nacional. A cláusula de barreira foi o item que mais avançou até agora e deve provocar a maior chacoalhada na estrutura partidária do Brasil desde o fim do bipartidarismo, no regime militar. Com ela, siglas nanicas perdem acesso ao Fundo Partidário e ficam de fora do horário gratuito. Já para 2018, o texto limita as benesses a legendas com um mínimo de 1,5% dos votos ou bancada de nove deputados federais de nove estrados. Não é muito, mas seria o bastante para atingir 14 de 35 partidos, segundo levantamento da revista Veja, com base na eleição de 2014.

A batalha política ainda não está ganha, partidos como PMDB, PSDB, PT, PCB, DEM etc, tentarão atrapalhar as medidas tomadas pelo atual governo. A gritaria dos parlamentares revela, por si só, o histórico uso político da estatal e do fundo partidário. Por tudo isso, as propostas acima foram ideias iluminadas, que certamente beneficiarão a todos nos.

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